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Grécia recorre a €555 milhões do fundo que serviu para ajudar bancos

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O Executivo de Alexis Tsipras tem agora mais algum espaço de manobra

FOTO ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images

Notícia é avançada pela agência Reuters, que refere que a verba permitirá responder às necessidades de liquidez do Estado helénico em março.

O governo grego vai recorrer a 555 milhões de euros do Fundo de Estabilidade Financeira - instrumento que serviu em 2012 para ajudar os bancos -, face às necessidades de liquidez que o Estado enfrenta, avança a Reuters.

"Este dinheiro não tem outro objetivo e está disponível para o governo. O Fundo Grego de Estabilidade Financeira discutiu o tema com o Mecanismo Europeu de Estabilidade no fim de semana e não há problema", afirmou um banqueiro que preferiu não ser identificado, citado pela Reuters. 

Os quatro maiores bancos gregos - Nacional, Piraeus, Eurobank e Piraeus - entregaram essa quantia de dinheiro em comissões na sequência da sua recapitalização. 

O Executivo de Alexis Tsipras opta por esta medida, uma vez que o Estado corre o risco de ficar sem dinheiro nas próximas semanas, enquanto aguarda pelo desembolso da ajuda dos credores.



Este mês, a Grécia tem que efetuar um pagamento de 1,5 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), tendo já transferido na sexta-feira 310 milhões de euros, naquela que foi a primeira tranche da amortização que vence no final de março.



Entretanto, Atenas inicia esta quarta-feira as negociações técnicas com as instituições da troika, depois de o Eurogrupo ter alertado ontem que as verbas só poderão ser adiantadas no caso de se comprovarem avanços ao nível das reformas. 

"Nós concordamos que não há mais tempo a perder", declarou o líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, sublinhando esperar que seja possível alcançar um acordo "o mais rapidamente possível".



Já o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, disse que as discussões técnicas  terão como ponto de partida as sete propostas de reformas enviadas pelo Executivo helénico na quarta-feira e mais um "conjunto de sete ou oito" na próxima semana.

O governante grego insistiu ainda na ideia de que "a troika acabou", sendo "uma coisa do passado" recusando a imposição de mais austeridade.



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