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Grécia dissolve Parlamento

ANGELOS TZORTZINIS / AFP / Getty Images

O Parlamento grego anunciou esta quarta-feira a sua dissolução. Eleições legislativas foram marcadas para 25 de janeiro.

O Parlamento grego anunciou esta quarta-feira a sua dissolução, confirmando a realização de eleições antecipadas a 25 de janeiro. "O Parlamento será dissolvido de forma prematura e as eleições que virão não eram desejadas pelo povo grego, nem necessárias", declarou terça-feira o chefe do Governo grego, Antonis Samaras. "Resultam do interesse próprio de um partido.

A dissolução ocorre três dias depois do fracasso para eleger um novo Presidente da República, após os deputados rejeitarem o candidato do primeiro-ministro Samaras, Stavros Dimas, para o cargo de presidente. Esta já é a terceira vez que a Grécia não consegue eleger, com o mínimo de votos, o Presidente da República.

O anúncio de eleições antecipadas preocupa os mercados e credores internacionais do país, entre eles o Fundo Monetário Internacional, que suspendeu as negociações com a Grécia até à formação de um novo Governo. Segundo a classificação da Fitch, referida pela agência espanhola EFE, a interrupção das negociações do Governo com a troika pode conduzir um país a um problema de liquidez no próximo ano, se o futuro Governo não conseguir um acordo.

As eleições a 25 de janeiro marcarão uma disputa entre o partido conservador Nova Democracia, do atual primeiro-ministro Antonis Samaras - responsável pela implementação de medidas de austeridade, sob o plano de resgate grego -, e o partido de esquerda Syriza, de Alexis Tsipras, que quer o fim da austeridade na Grécia.

As recentes sondagens apontam para uma vitória do Syriza, com uma vantagem entre os 3 e os 7 pontos percentuais sobre a Nova Democracia. Samaras já apontou, esta terça-feira, o risco de a esquerda radical chegar ao poder.