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Expresso

Internacional

Governo iraquiano descobriu 50 mil "soldados fantasma"

As buscas tiveram como base documentos das forças militares e denunciam um sistema de corrupção onde os “soldados fantasma” abdicam de parte do seu salário, pagando às chefias para que não tenham de se apresentar ao serviço.

STRINGER/REUTERS

Em causa estão atos de corrupção. Vinte e quatro oficiais superiores já foram afastados.

No quadro do combate às práticas corruptas no exército iraquiano lançadas pelo novo primeiro-ministro Habadi, foi descoberto que estavam a ser processados salários de soldados inexistentes, verbas estas desviadas por oficiais superiores.

Um número de efetivos do exército iraquiano muito inferior ao declarado pode ajudar a explicar o colapso deste verão perante as ofensivas do autodenominado Estado Islâmico (Daesh). Por exemplo Mossul, no norte do Iraque, atacada em Junho pelo Daesh, devia ter sido defendida por 25 mil soldados e polícias, mas fontes oficiais afirmam que não havia, na realidade, 10 mil homens no terreno.

Após a saída, em 2011, das tropas americanas no Iraque, os EUA gastaram milhões de dólares a equipar o exército iraquiano e a formar pessoal. Após as ofensivas do Daesh este verão, muito desse material foi capturado pelos extremistas sunitas e o exército iraquiano quase se desagregou.

A situação só foi contida após uma vasta operação aérea, que continua em curso, levada a cabo pelos EUA, uma série de países europeus e estados árabes do Golfo Pérsico. Instrutores americanos estão a dar formação ao novo exército iraquiano, enquanto o governo de Habadi está a fazer uma limpeza das altas parentes.

 

Ontem, o gabinete de Haidar al-Abadi divulgou que 24 oficiais superiores já foram afastados por práticas corruptas ou incompetência.