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Geórgia critica acordo russo com Ossétia do Sul

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FOTO REUTERS/Maxim Shipenkov

Governo da Geórgia considera que a aliança entre Moscovo e a região separatista da Ossétia do Sul constitui "mais um passo para a anexação" pela Rússia. Estados Unidos e União Europeia também condenam o acordo.

Aparentemente foi coincidência, pois era para ter sido assinado no dia 10 de março, mas não foi concluído a tempo. Um tratado de aliança e integração - que abrange as áreas económicas, segurança e defesa - foi assinado na quarta-feira entre o Presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo da região separatista da Ossétia do Sul Leonid Tibílov, um ano após a anexação da Crimeia.

Esta quinta-feira, o governo da Geórgia acusou o acordo de ser "ilegal", constituindo  "mais um passo para a anexação" pela Rússia. "É um passo cínico e provocador da Rússia. O chamado tratado de aliança e integração é mais um passo para a anexação desse território georgiano", declarou o primeiro-ministro da Geórgia, Irakli Garibashvili, numa reunião do Conselho de Ministros.

Também os EUA e a União Europeia já condenaram o acordo. "A posição dos Estados Unidos relativamente à Ossétia do Sul e a Abecássia continua clara: estas regiões são partes da Geórgia, pelo que continuaremos a apoiar a independência da Geórgia, a sua integridade territorial e a sua soberania", afirmou o porta-voz do Departamento do Estado norte-americano, Jen Psaki, citado pela Reuters.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, sublinhou por sua vez que a aliança significa um "novo passo contra os esforços de reforçar a segurança e a estabilidade na região.

Da mesma forma, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, alertou que o acordo dificulta os esforços da comunidade internacional para garantir a segurança e a estabilidade na região.

O tratado de aliança e integração prevê que a Rússia garanta a segurança e defesa do território da Ossétia do Sul, incluindo uma cláusula de segurança coletiva. "Se uma das partes é agredida por outro paísou grupo armado isso será interpretado como una agressão contra a outra parte também", refere o acordo.

O acordo será também uma estratégia para Vladimir Putin manter o controlo político da região separatista georgiana da Ossétia do Sul. Em 2011, as eleições presidenciais foram declaradas ilegais, tendo sido convocado novo sufrágio para o ano seguinte.  A 8 de abril 2012, Leonid Tibilov - antigo chefe dos serviços secretos da Ossétia do Sul - venceu a segunda volta das eleições.