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Gangue mexicano mata 15 polícias

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Conferência de imprensa de Alejandro Solorio, comissário de Jalisco, em Guadalajara

EPA

As forças de segurança foram apanhadas numa emboscada numa área rural do estado de Jalisco. Autoridades suspeitam que a armadilha foi montada por um cartel.

Quinze polícias mexicanos foram mortos e outros cinco ficaram feridos durante uma emboscada no estado de Jalisco (centro do país, junto à costa do Pacífico), que as autoridades atribuem a um gangue relacionado com o narcotráfico.

O ataque, o mais grave dos últimos anos, terá sido um ato de vingança. Horas antes e durante o fim de semana, foram detidos vários suspeitos de pertencerem ao cartel Nova Geração de Jalisco.

Este ataque contra os polícias seguiu-se também a uma tentativa de assassínio do comissário para a segurança do estado de Jalisco, Alejandro Solorio, há cerca de uma semana.

Na terça-feira, o próprio Soloria afirmou, em conferência de imprensa, que o ataque de que foi alvo "foi a primeira resposta por parte do crime organizado à morte do criminoso Heriberto Acevedo Cardenas, mais conhecido por El Gringo", levada a cabo pelas forças de segurança, a 23 de março.

O ataque de Jalisco, na segunda-feira à noite, aconteceu numa área rural entre o resort de Puerto Vallarta, na costa do Pacífico, e a cidade de Guadalajara, a capital do estado.

Imprensa local noticiou que os atacantes roubaram um carro, estacionaram-no no meio da estrada asfaltada e de dois sentidos e incendiaram-no, forçando a escolta policial a parar.

"O que é grave neste ataque é que ele foi muito bem planeado e orquestrado, com uma estratégia ao estilo militar", refere Raul Benitez, perito em segurança na Universidade Nacional Autónoma do México, citado pela agência Associated Press. "Isto foi planeado. Envolveu um grande número de homens armados. Bloquearam a estrada, cercaram a polícia e atacaram com superioridade militar."