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Facebook rastreia pessoas que não têm conta. A culpa é de um "erro no software"

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A rede social já foi processada por violar as leis europeias e a privacidade dos que nem conta no Facebook têm

FOTO JONATHAN NACKSTRAND/AFP/Getty Images

O rastreamento das pessoas que não têm contas na rede social deve-se a um "erro no software", justifica o vice-presidente do Facebook, Richard Allan. A situação já está a ser solucionada, garante.

Depois de um estudo que conclui que a gigante de Marck Zuckerberg rastreia os utilizadores da internet, mesmo aqueles que nem conta na rede social têm, tornou-se claro que as palavras "privacidade" e "Facebook" não combinam.  A gigante, porém, já admitiu o erro, embora afirme que esta situação só acontece por causa de um bug (um erro no software) e que não é "intencional".  

O vice-presidente da rede social, Richard Allan, admitiu que não era intenção da empresa enviar cookies às pessoas e assegurou que já estavam a "tratar desse erro". Um erro que poderá sair caro ao Facebook, por um processo preenchido por 25 mil pessoas que pedem uma indemnização de 500 euros.

Relativamente ao rastreamento que o estudo diz que a rede social faz, a empresa desmentiu: "O Facebook recebe sim informações sobre quem visita os websites com os plugins ou outras integrações. Mas os autores do relatório, ilusoriamente, chamaram isto de "tracking". Ao contrário de outras empresas, nós [Facebook] explicamos como iremos utilizar esta informação e os controlos que oferecemos e honramos."  

Allan referiu ainda que a rede social é "transparente" em relação ao uso dos cookies para segurança dos utilizadores, personalização e publicidade. "Os cookies dizem-nos quando as pessoas estão no Facebook. E é por isso que ninguém precisa de escrever o seu nome ou password cada vez que visita a rede social, para nós percebermos quando estão a tentar entrar nas contas através de outro computador", acrescentou.

Em relação ao aspeto da personalização, o Facebook deixa claro que esses cookies ajudam a empresa a lembrar-se do idioma que cada utilizador fala e que em termos de publicidade, os cookies ajudam a ter certezas de que os anúncios que cada utilizador vê são "interessantes".

25 mil pessoas contra Facebook

Esta nova descoberta abriu a polémica e, em Viena, 25 mil pessoas já processaram a rede social por violação de privacidade e das leis europeias. O processo é encabeçado por Max Schrems, um austríaco de 27 anos. 

Este caso conta com 25 mil pessoas que acusam a rede social de rastrear ilegalmente os utilizadores, dado que as leis europeias especificam que cada pessoa deve ser informada quando um website utiliza cookies. Cada um dos lesados pede uma indemnização de 500 euros.

"Basicamente, estamos a pedir ao Facebook para parar com a sua vigilância maciça, para ter uma política de privacidade que todas as pessoas percebam e, acima de tudo, para parar de reunir dados sobre pessoas que nem uma conta na rede social têm", declarou Shrems à imprensa local.

Até ao momento, o Facebook não se pronunciou sobre este processo.