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Ex-Presidente egípcio Mohamed Morsi condenado a 20 anos de prisão

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Mohamed Morsi numa imagem de arquivo, de março de 2015, durante o julgamento

ALMASRI ALYOUM/EPA

O antigo Persidente, destituído em 2013, foi considerado culpado por ter ordenado a detenção e tortura de manifestantes que participaram num protesto em frente do palácio presidencial durante o seu mandato.

Mafalda Ganhão, com Lusa

O antigo Presidente islamita egípcio Mohamed Morsi, destituído pelo exército em 2013, foi esta terça-feira condenado, no Cairo, a 20 anos de prisão por estar implicado na detenção e tortura de manifestantes durante o mandato.

Morsi, eleito no sufrágio de 2011 depois da queda de Hosni Mubarak, foi absolvido da acusação de incitação à morte de dois manifestantes e de um jornalista durante um protesto em frente do palácio presidencial em 2012.

Este veredito é apenas um dos que o ex-Presidente enfrenta, por acusações que incluem, nomeadmente, espionagem e conspiração para a prática de atos terroristas com o Hamas.

Outros 12 arguidos acusados com Morsi, nomeadamente responsáveis da Irmandade Muçulmana e do Governo do ex-Presidente, foram condenados a 20 anos de prisão pelas mesmas acusações, de "uso de violência", "prender e torturar manifestantes" à margem de uma manifestação a 5 de dezembro de 2012, em frente ao Palácio Presidencial no Cairo.

Dois outros implicados foram condenados a 10 anos de prisão.

Os 15 acusados foram absolvidos das acusações de assassínio, um veredito muito mais leve em relação às sentenças de morte aplicadas de forma sistemática nos julgamentos de outros líderes e membros da Irmandade Muçulmana, que sempre apoiaram Morsi.

O advogado de Morsi anunciou que irá recorrer da decisão judicial.