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Ex-dirigente da secreta israelita critica Netanyahu

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Meir Dagan acusa o atual primeiro-ministro de ser mais perigoso do que os inimigos do Estado hebraico.

Meir Dagan, ex-dirigente da Mossad, o serviço secreto israelita, surpreendeu com declarações acerca do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo Dagan, Israel é um país cercado de inimigos, mas são a falta de determinação e a hesitação do líder israelita que o amedrontam.

Mais de 35 mil pessoas estiveram presentes na praça Yitzhak Rabin, em Telavive, pedindo a saída de Benjamin Bibi Netanyahu do poder. Os participantes gritavam "Bibi, vai para casa". Também criticaram o alto custo de vida, incluindo os preços dos alimentos e das propriedades privadas, que não melhoraram desde os protestos que exigiram mudanças sociais em 2011.

Sobre o primeiro-ministro, afirmou Dagan: "Temos um líder que luta por uma única batalha: a da sua própria sobrevivência política". O ex-dirigente da Mossad acrescenta que Netanyahu está no cargo há seis anos, período em que não ocorreu nenhum processo singular de mudanças ou criação de um novo futuro para a região.

Discurso no Congresso dos EUA foi prejudicial

Dagan também acusa o primeiro-ministro de causar um grande prejuízo a Israel na questão das negociações nucleares do Irão, após o discurso no Congresso norte-americano, na terça-feira passada.

No encontro também esteve Michal Kesten-Keidar,  viúva de Dolev Keidar, coronel morto no ano passado em Gaza, que salientou o facto de a campanha política ser feita sem recordar o sangue derramado em Gaza no último verão.

Sobre os confrontos em Gaza, o coordenador especial das Nações Unidas para o processo de paz no Médio Oriente, Robert Serry, disse numa entrevista publicada pelo diário israelita "Ma'ariv": "A minha mensagem é: não esqueçam Gaza". Serry apela ao Governo de Israel para assinar um cessar-fogo de dois anos com Gaza.