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EUA matam reféns em operação antiterrorista. Obama assume a responsabilidade

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Vítimas são um norte-americano e um italiano detidos pela Al-Qaeda desde 2011 e 2012, respetivamente.

Dois reféns na posse da organização terrorista Al-Qaeda foram mortos acidentalmente durante uma operação antiterrorista do governo norte-americano em janeiro, informou esta quinta-feira a Casa Branca. Em comunicado, o Presidente Barack Obama assumiu a responsabilidade pelo trágico desfecho.

As vítima mortais são o norte-americano, Warren Weinstein, e o italiano Giovanni Lo Porto, detidos pela Al-Qaeda desde 2011 e 2012, respetivamente.

"A operação visava uma base associada da Al-Qaeda, na região fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão, na qual acreditávamos que não estariam reféns. Estamos sem palavras para expressar o quanto lamentamos a tragédia", pode ler-se num invulgar comunicado da Casa Branca.

Pela primeira vez, a administração norte-americana reconhece ter morto, ainda que involuntariamente, um cidadão durante um bombardeamento levado a cabo por um drone, uma aeronave tripolada remotamente.

Este incidente deverá comprometer de forma indelével o programa de utilização de drones no Paquistão da agência de espionagem dos EUA, a CIA, apoiado pelo próprio Obama quando assumiu a presidência em 2009.

Há muito que diversas associações de defesa dos direitos humanos alertam para os riscos da utilização de drones nestes tipos de missões, sobretudo para civis inocentes. Em resposta a este tipo de preocupações, a CIA garantia que nunca efetuava disparos visando alvos onde suspeitasse da presença de civis.

A CIA informa que nas semanas que antecederam o ataque vigiou durante "centenas de horas" as instalações onde morreram os dois reféns mas que nunca se apercebeu da sua presença, nem de outros civis.

Já foi aberto um inquérito à trágica missão de janeiro último para perceber o que poderá ser feito para evitar a repetição de incidentes semelhantes.

As missões realizadas pelos drones da CIA são mantidas em segredo mas, neste caso, o presidente Obama terá decidido divulgar alguma informação por entender que é responsável pela morte dos dois homens.