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Internacional

Estudantes de Hong Kong podem terminar protestos na rua

Depois de terem, no passado domingo, rodeado a sede do governo - noite que acabou em confrontos com a polícia local - os manifestantes esgotaram as suas opções.

BOBBY HIP/REUTERS

A porta-voz da Federação de Estudantes, um dos principais grupos estudantis que lideram as manifestações pró-democracia em Hong Kong, disse, nesta quinta-feira, que a organização está a ponderar terminar os protestos nas ruas

Depois de mais de dois meses de protestos nas ruas da região administrativa da China, e, mesmo não tendo conseguido alcançar o seu objectivo de garantir a livre inscrição de candidatos para a eleição do próximo líder da cidade em 2017, a Federação de Estudantes de Hong Kong vai decidir, na próxima semana, se pedirá ou não aos manifestantes que levantem o acampamento.

A porta-voz da federação, Yvonne Leung, segundo informação da Reuters, disse a uma rádio local que "algumas pessoas querem ficar até ao último minuto e nós respeitamos isso, mas não podemos ocupar sem significado".

Enquanto líderes do movimento pró-democracia "Ocupy Central", juntamente com 60 apoiantes, se entregavam, na passada quarta-feira, à polícia, pedindo o recuo dos companheiros, membros do grupo estudantil "Scholarism" deram início a uma greve de fome, numa tentativa de forçar o governo a retomar as negociações.

Depois de terem, no passado domingo, rodeado a sede do governo - noite que acabou em confrontos com a polícia local - os manifestantes esgotaram as suas opções.

Os protestos chegaram a reunir mais de 100.000 pessoas nas ruas da cidade, contudo o número caiu drasticamente para algumas centenas nas últimas semanas.

Os líderes estudantis reuniram-se com as autoridades de Hong Kong em Outubro, não conseguindo qualquer tipo de acordo, dado que o governo afirmou a impossibilidade de inscrições abertas de candidatos.