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Internacional

Estados Unidos podem voltar a ter pelotões de fuzilamento

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O senado do Estado norte-americano de Utah aprovou o recurso a pelotões de fuzilamento para a execução da pena de morte, em caso de escassez das drogas letais.

O governador republicano do Estado norte-americano de Utah, Gary Herbert, ainda não deu qualquer indicação sobre se irá promulgar ou vetar a legislação aprovada terça-feira no senado que autoriza o regresso do recurso a pelotões de fuzilamento para a execução da pena de morte, em caso de escassez das drogas letais.

A aprovação da legislação está a ser encarada como a reação mais extrema e uma eventual forma de pressão perante a dificuldade que diversos Estados norte-americanos estão a ter em manter os seus stocks deste tipo de drogas, devido à recusa dos fabricantes europeus, que se opõem à pena capital, a vendê-las para as prisões dos Estados Unidos.

"Os Estados estão a ponderar que caminho seguir, e uma via será erguer uma bandeira de alerta, no sentido de que se vocês não nos derem liberdade nesta área das injeções letais, nós faremos outra coisa", afirmou Richard Dieter, diretor-executivo do Centro Informação para a Pena de Morte, sedeado no distrito de Washington, que se opõe à pena capital. "Isto pode ser mais uma mensagem do que a rota preferida para a punição", acrescentou, nas declarações prestadas à agência Associated Press.

O recurso a pelotões de fuzilamento raramente foi usado nos Estados Unidos desde o fim da era da Guerra Civil.

Três mortes por fuzilamento nos últimos 40 anos 

O Utah foi o único Estado a recorrer ao método nos últimos 40 anos, com três execuções que tiveram lugar após o Supremo Tribunal norte-americano ter reintroduzido a pena capital em 1976.

Os legisladores norte-americanos deixaram em 2004 de dar a possibilidade dos condenados poderem optar por morte por pelotão de fuzilamento, argumentando que o método atraía demasiado a atenção dos media.

A última execução por fuzilamento que teve lugar no Utah ocorreu já em 2010, devido ao condenado ter optado por essa forma de morte antes da alteração da legislação.

Na altura, cinco homens com os rostos ocultos dispararam sobre o coração do condenado, mas apenas uma das armas tinha munições reais, de modo a evitar que soubessem qual deles deu o tiro fatal.

Os defensores dos fuzilamentos consideram que o método é mais rápido e mais humano do que a injeção letal.

Existem contudo outras alternativas aplicadas nos Estados Unidos, como a morte por enforcamento, pela qual podem optar aqueles que são condenados à pena capital no Estado de Washington. Em New Hampshire, os enforcamentos são o método adotado, não havendo sequer a possibilidade de optarem pelas injeções letais.