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Estado Islâmico. Novos ataques e execuções no Iraque e na Síria

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O Estado Islâmico atacou várias zonas de Al Abnar sob controlo governamental

FOTO Stringer/Reuters

Ataques ao aeroporto militar sírio de Khalkhalah, com uma localização estratégica, e a regiões da província iraquiana de Al Anbar foram realizados pelo Estado Islâmico, esta sexta-feira.

Maria João Bourbon, com agências

O exército sírio repeliu um ataque dos jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico (também conhecido por Daesh) ao aeroporto militar de Khalkhalah, no sul da Síria. O ataque, que ocorreu esta sexta-feira, foi divulgado hoje pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 

"Houve um ataque nas imediações do aeroporto militar de Khalkhalah na província de Soueida", afirmou o diretor do OSDH à agência France Presse (AFP), Rami Abdel Rahmana. Embora as forças governamentais tenham conseguido manter o controlo no aeroporto e arredores, perderam 20 soldados. Para além destes, 15 jiadistas morreram durante os confrontos.  

A identidade dos atacantes ainda não foi oficialmente confirmada, mas Abdel Rahman afirmou à AFP que estes seriam provavelmente combatentes leais ao autoproclamado Estado Islâmico. E acrescentou que este aeroporto é considerado estratégico por estar localizado perto da autoestrada que liga a capital da província à capital do país, Damasco, nos arredores do qual os jiadistas já detém grande parte do campo de refugiados de Yarmouk.  

As forças leais ao Presidente Bashar al-Assad abortaram igualmente "tentativas dos terroristas para se infiltrarem" em duas aldeias da província de Soueida, revelou ainda o Observatório Sírio. 

Novas execuções a sangue frio 

Em Albu Farach, separada de Ramadi pelo rio Eufrates, na província iraquiana de Al Anbar, jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico assassinaram 35 pessoas, nas quais se incluem elementos das forças de segurança e seus familiares, entre as quais mulheres e crianças. A informação é avançada pela agência EFE, que especifica que 18 das vítimas eram polícias e 17 familiares. 

De acordo com a EFE, os agentes terão sido baleados, e mortos, por pertencerem às forças governamentais - e os seus familiares por lhes prestar socorro e fornecer alimentos. Centenas de famílias já abandonaram a região, com receio de sofrer o mesmo tipo de punição por parte dos radicais do Daesh. 

Alguns xeques tribais desta província já alertaram para o risco de os jiadistas continuarem a praticar estes massacres, se o governo não enviar reforços à região para deter os terroristas, que controlam já regiões importantes do Iraque (e da Síria). 

Para além deste, o Estado Islâmico atacou várias zonas de Al Anbar sob controlo governamental na mesma província, na passada quinta e sexta-feira.