Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Estado Islâmico não abateu avião da Jordânia, garantem os EUA

Avião da Força Aérea da Jordânia, que caiu esta quarta-feira na Síria, não terá sido abatido por militantes do Estado Islâmico. A informação contraria a que foi avançada pelo grupo militante, que proclamou a autoria dos ataques. 

O avião da Jordânia que caiu esta quarta-feira em território sírio não foi abatido por militantes do autoproclamado Estado Islâmico (EI), garantiu esta quinta-feira o exército norte-americano. A notícia é avançada pela BBC.

Apesar de o grupo radical ter proclamado a autoria do ataque, os Estados Unidos (EUA) declararam esta quinta-feira que as provas indicam que não é verdade. "As provas indicam claramente que o EI não abateu o avião como o grupo terrorista afirmou", afirmou o general Lloyd Austin, chefe do Comando Central dos Estados Unidos. Ainda assim, não adiantou o que terá levado à queda do avião, falando apenas num acidente.

O avião da Força Aérea F-16, que caiu na região de Raqqa, no norte da Síria, é o primeiro a cair da coligação liderada pelos EUA a cair em território ocupado pelos jihadistas do EI, desde o início da ofensiva contra o grupo extremista na Síria e no Iraque, em setembro. O seu piloto terá sido levado como refém pelo grupo militante, que publicou fotografias da sua captura e divulgou o seu nome: Moaz Youssef al-Kasasbeh.

O pai do piloto capturado já confirmou a identidade do filho, reconhecendo-o num vídeo divulgado pelo grupo jihadista. Moaz Youssef al-Kasasbeh, de 27 anos, era desde há seis anos tenente da Força Aérea da Jordânia.

Apesar de negar que o avião tenha sido abatido pelo EI, o general Lloyd Austin declarou condenar as ações do EI, "que fizeram o piloto refém". "Vamos usar todos os esforços para apoiar a sua recuperação segura, e não vamos tolerar tentativas do EI de deformar, ou explorar, esse infeliz acidente, com fins propagandísticos".