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Estado Islâmico divulga vídeo com alegada execução de cristãos etíopes

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Reuters

O vídeo, com a duração de 29 minutos, mostra um grupo de pelo menos 15 homens a serem degolados numa praia e outro grupo também de 15 homens mortos a tiro numa zona de mato.  

Helena Bento

Jornalista

O autoproclamado Estado Islâmico divulgou este domingo um vídeo que mostra a execução de vários homens, apresentados como cristãos etíopes capturados na Líbia. 

O vídeo, com a duração de 29 minutos, foi divulgado em sites jiadistas, e mostra um grupo de pelo menos 15 homens a serem degolados numa praia e outro grupo também de 15 homens mortos a tiro numa zona de mato.  

Um alegado combatente do grupo radical surge no início do vídeo, com o rosto coberto e empunhando uma pistola. No discurso que profere, refere que os cristãos têm de se converter ao islão ou pagar uma taxa especial prescrita pelo Corão. "O sangue derramados pelos Muçulmanos às mãos da vossa religão não é barato", diz, de olhar fixo na câmara. "Estamos de volta agora para a nação de cruz", refere também, citado pelo "Guardian".  

Ainda não foi possível determinar a origem e as circunstâncias da captura dos homens, mas as semelhanças com outros vídeos divulgados anteriormente pelo autoproclamado Estado Islâmico, como o divulgado em fevereiro deste ano, que mostra um grupo de cristãos coptas egípcios a serem executados por raptores vestidos de negro, levam a acreditar que o grupo terrorista tenha estado na origem também destas execuções.

O autoproclamado Estado Islâmico tem conquistado várias posições na Líbia. O governo egípcio apelou já a uma intervenção internacional contra os jiadistas, mas os diplomatas a ocidente expressaram algumas reservas, salientando a necessidade de um acordo político, que consideram prioritário.

A Etiópia já condenou a execução dos cristãos etíopes e disse que vai continuar a luta contra os extremistas. "Condenamos veementemente essas atrocidades, quer digam respeito a etíopes ou a outros", disse à France Presse o ministro da Comunicação da Etiópia, Redwan Hussein.

Muitos etíopes deixam o país na esperança de encontrarem trabalho e muitos seguem para a Líbia e outros países do norte de África para embarcarem depois rumo à Europa.