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Estado Islâmico destrói ruínas de Hatra, património da Humanidade

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Vista do tribunal do palácio real, na antiga cidade de Hatra, considerada património mundial pela UNESCO

PHILIPPE DESMAZES/AFP

A destruição de sítios históricos continua no Iraque. Hatra é a segunda cidade a ser demolida depois de Nimrud.

O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) começou a destruir as ruínas da antiga cidade de Hatra, um local com mais de dois mil anos, considerado património mundial da Humanidade pela UNESCO.

A notícia do novo ato de vandalismo praticado pelo grupo terrorista surge dois dias depois de se saber que o Daesh dizimou, com recurso a buldózeres, as ruínas assírias de Nimrud, uma cidade no norte do Iraque.

Na semana passada, o grupo tinha revelado um vídeo onde podia ver-se a destruição, à martelada, de artefactos num museu de Mosul. No vídeo, esses objetos eram descritos como "falsos ídolos" e a sua destruição justificada por motivos religiosos.

Na sexta-feira, depois de conhecido o ataque a Nimrud, a responsável da UNESCO, Irina Bokova, condenou a destruição "sistemática" no Iraque, dizendo que se trata de um "crime de guerra".

A cidade fortificada de Hatra fica situada a cerca de 110 km a sudoeste de Mosul e resistiu às invasões romanas devido às suas resistentes muralhas, reforçadas por torres.

12 mil sítios arqueológicos no Iraque 

Said Mamuzini, um representante do partido democrático curdo, em Mosul, disse aos meios de comunicação curdos que os combatentes do Daesh tinham começado a demolir com pás a cidade de Hatra, onde "muitos artefactos de dimensões consideráveis" se encontravam protegidos no interior das muralhas. Levaram também ouro e prata.

Desde junho de 2014, o Daesh controla Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, e várias zonas nas imediações. A região possui quase 1800 dos 12 mil sítios arqueológicos registados em todo o Iraque.

Entretanto, de acordo com informações da coligação liderada pelos EUA, esta sexta-feira, as forças iraquianas e os seus aliados conseguiram recuperar Al-Baghdadi, uma cidade que tinha sido capturada em fevereiro pelos militantes do autoproclamado Estado Islâmico. A batalha por Tikrit, continua.