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Estado Islâmico arrasa cidade histórica no Iraque

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Imagem do vídeo publicado na semana passada em que membros do Daesh destroem, à martelada, várias estátuas no museu de Mosul

Reuters

Depois das estátuas do museu de Mosul e da destruição de muitos outros templos muçulmanos de inquestionável valor histórico, elementos do autoproclamado Estado Islâmico tomaram de assalto local símbólico do império assírio, reduzindo-o a escombros.

Uma semana após ter destruído várias esculturas pré-islâmicas em Mosul, elementos do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) voltaram a destruir património histórico, desta vez arrasando a cidade de Nimrud, valiosa localidade histórica no norte do Iraque.

O ataque começou na quinta-feira, com recurso a bulldozer, e segundo o canal de televisão oficial do Iraque, Iraqiya TV, a dimensão da destruição não está ainda avaliada.

"O Estado Islâmico continua a desafiar o mundo, sem qualquer sinal de humanidade, e tomou de assalto a cidade de Nimrud, destruindo as suas ruínas milenares", disse o ministro iraquiano do Turismo e das Antiguidades, citado pela CNN.

Prontamente condenada pelo ministro, a ação representa "uma perda irreversível " e "incalculável" para a civilização, considerou, defendendo a necessidade de punir os culpados "para que não se sintam encorajados e destruir mais património".

Nimrud foi uma cidade do império assírio, que floresceu entre 900 a.C e 612 a.C.

Há uma semana, o Daesh divulgou um vídeo onde se viam vários terroristas a destruir estátuas no interior do museu de Mosul. Descritas pelos extremistas como ídolos que precisam de ser destruídos, as peças acabaram desfeitas, como tem acontecido com outros templos muçulmanos.