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Essebsi foi eleito Presidente da Tunísia

Essebsi, candidato eleito pelo eleitorado do Nidaa Tunes

Mohamed Messares/EPA

Depois de umas horas em que reinou a confusão no apuramento dos resultados da segunda volta das presidenciais tunisinas, o ex-primeiro-ministro e presidente do Nidaa Tunes foi declarado o chefe de Estado eleito com 55,68% dos votos.

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Os tunisinos votaram este domingo na segunda volta das presidenciais disputadas entre os dois candidatos mais votados na primeira volta de 23 de novembro, Béji Caïb Essebs, de 88 anos, e Moncef Marzouki, de 69 anos.

O despique entre os contendores à chefia de Estado terminou esta segunda-feira, com o anúncio dos resultados definitivos pelo presidente da comissão de eleições, Chafik Sarsar: 55,68% dos votos (mais de 1,7 milhões dos votos) contra 44,32% (mais de 1,3 milhões de votos).

"Dedico a minha vitória aos mártires da Tunísia. Agradeço a Marzouki. Devemos trabalhar juntos a partir daqui sem excluir ninguém", declarou Essebsi, um homem que voltou à vida política há dois anos, fundou o Nidaa Tunes, o primeiro partido do país e principal formação anti-islamita que venceu as eleições de outubro,  que venceu as eleições de outubro, e acabou eleito Presidente. 

Transição chega ao fim

Logo após o encerramento das urnas, Essebsi, o candidato da aliança laica, declarava-se vencedor, dando origem a um despique: "Enquanto aguardamos os resultados definitivos, é possível dizer que a campanha eleitoral terminou e que tudo o que se passou durante esta campanha faz parte do passado. O futuro imediato e longínquo obriga-nos a trabalhar juntos pela Tunísia", disse o ex-primeiro-ministro de 88 anos, depois de agradecer na televisão nacional "aos homens e mulheres da Tunísia".

O rival na corrida Moncef Marzouki e Presidente até agora em exercício retorquiu uns minutos mais tarde achar ser "sem fundamento" a reivindicação que considerou "prematura" do seu adversário. Até então, só a percentagem de votantes era certa: 60,1% dos inscritos nos cadernos eleitorais.  

A eleição de Essebsi põe termo a uma transição de quatro anos que teve início com a revolução que viria a dar origem à primavera árabe e que depôs o regime de Zine El-Abidine Bem Ali. A Tunísia está agora munida de todos os instrumentos para a consolidação da democracia: uma nova Constituição, uma lei e uma comissão eleitorais, um Governo e um Presidente eleitos por sufrágio universal.