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Enfermeiro vai pedir solução global para o ébola como prenda de Natal

Getty

Numa versão alternativa às tradicionais mensagens de Natal, o canal Channel 4 vai emitir um apelo lançado pelo britânico William Pooley a partir de um hospital da capital da Serra Leoa, para onde regressou após ter sobrevivido ao vírus do ébola.  

O enfermeiro William Pooley - o primeiro britânico a ser repatriado da África Ocidental para receber tratamento contra o ébola - irá pedir como prenda uma solução global contra o vírus, que já terá feito mais de sete mil mortos na região, na mensagem alternativa de Natal do canal televisivo britânico Channel 4.

"Eu não vos quero fazer sentirem-se culpados, mas eu gostaria que pensassem apenas durante uns minutos sobre o que poderiam fazer para ajudar", irá dizer Pooley.

"Este é um problema global e será preciso o mundo para o resolver. Que maravilhoso presente de Natal seria", referirá na mensagem que irá lançar a partir do Hospital Connaught de Freetown, capital da Serra Leoa, para onde regressou após ter conseguido curar-se da doença em Inglaterra.

Seis semanas depois de ter chegado à Serra Leoa, o enfermeiro foi repatriado para Inglaterra em agosto, a fim de receber tratamento contra o vírus que contraíra.

"Sortudo por ter nascido num país próspero"

"Eu tenho consciência de que fui incrivelmente sortudo, sortudo por ter nascido num país próspero, sortudo por ter recebido uma boa educação, sortudo por ter acesso ao melhor tratamento possível contra esta terrível doença (...) Milhares de pessoas aqui na África Ocidental não tiveram essa sorte. Morreram, muitas sozinhas, mortes miseráveis sem acesso aos cuidados médicos adequados", acrescentará o enfermeiro britânico, na mensagem que será transmitida pelo Channel 4 às 13h50 do dia de Natal.

Desde 1993 que o canal britânico tem convidado diversas personalidades para protagonizarem mensagens de Natal, que se apresentam como alternativa às que a Rainha dirige à Nação e à Commonwealth.

No ano passado, a mensagem ficou a cargo do ex-analista da NSA, Edward Snowden, que apelou ao fim das operações de vigilância à escala global que ajudara a denunciar.