Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Eleições em França. Hollande sofre nova derrota. Sarkozy vence, Marine le Pen em segundo

  • 333

Eleições voltam a penalizar François Hollande

REGIS DUVIGNAU/REUTERS

Estimativas dos resultados da primeira volta das eleições departamentais francesas apontam para resultados muito negativos para o PS, no poder em Paris. Coligação da direita "sarkozysta" e de centristas fica claramente em primeiro. Marine le Pen em segundo.

Daniel Ribeiro, correspondente em Paris

As primeiras estimativas sobre os resultados globais da primeira volta das eleições departamentais em França, que aconteceu este domingo, apontam para a vitória da coligação de dois partidos centristas e da União para um Movimento Popular (UMP), do ex-Presidente Nicolas Sarkozy, com cerca de 30% dos votos.

Os nacionalistas da Frente Nacional (FN), de Marine le Pen ficam em segundo com entre 25 e 26% dos votos, uma votação abaixo da prevista pelas sondagens. 

O Partido Socialista (PS), do chefe do Estado, François Hollande, conhece um novo revés eleitoral com entre 20 e 21% dos votos.

Os resultados confirmam a implantação e o enraizamento da FN em todo país, mas ficam aquém das aspirações de Marine le Pen. que ambicionava o primeiro lugar. A FN mantém sensivelmente a mesma percentagem que nas recentes eleições europeias e quase duplicou o número de votos em relação às departamentais de 2011.

A abstenção foi de 49% nestas eleições para os departamentos - uma divisão administrativa das regiões francesas - e também foi menor do que a prevista pelas sondagens.

A coligação de direita deverá vencer facilmente a segunda volta, no próximo domingo, devido designadamente ao chamado "voto republicano", Com efeito, o PS já indicou que apelará a votar contra a FN nos diversos duelos que vão opor o partido de Marine le Pen e a direita liderada por Nicolas Sarkozy.

Mesmo assim, a FN espera conquistar o controlo de um ou dois departamentos.

O PS poderá perder na votação decisiva da segunda volta cerca de metade dos 50 departamentos que até agora controlava. O primeiro-ministro, Manuel Valls, já reconheceu a derrota do partido da maioria.