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É oficial: Grécia vai mesmo a votos

Pantelis Saitas/EPA

Os deputados voltaram a rejeitar o candidato a Presidente da coligação governamental na terceira e última ronda. Seguem-se eleições antecipadas, com o partido de esquerda radical Syriza à frente nas sondagens.

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

Os números voltaram a ser os mesmos de há uma semana: 168-132. Ou seja, foram apenas 168 os deputados a aprovar Stavros Dimas, o ex-comissário europeu e candidato a Presidente proposto pelo Governo da Nova Democracia (ND), em vez dos 180 necessários, o que levará o país a eleições antecipadas.

Segundo a lei grega, o Parlamento deve agora ser dissolvido e novas eleições convocadas no prazo de 10 dias. As datas mais prováveis são as de 25 de janeiro ou 1 de fevereiro, com a "Associated Press" a avançar que o primeiro-ministro Antonis Samaras optou pela primeira data. 

O correspondente do "Daily Telegraph" em Bruxelas, Bruno Waterfield, realça na sua conta de Twitter que os líderes da União Europeia têm uma reunião marcada para 12 de fevereiro e um encontro do Eurogrupo está agendado para dia 16 desse mês. O programa de ajustamento grego termina no fim de fevereiro, o que significa que o novo Governo terá muito pouco tempo para preparar essa situação e discutir a entrada ou não do país num programa cautelar ou noutro tipo de apoio. 

Samaras, da ND, tem assim uma tarefa complicada pela frente. Ao contrário do que esperava, o seu candidato não foi aprovado pelo Parlamento e o seu partido terá de ir a eleições legislativas.

À frente nas sondagens está o Syriza, partido de esquerda anti-austeridade que defende a renegociação da dívida, com 3,3% de avanço - embora a vantagem de que dispõe já tenha sido maior. À saída do Parlamento, o líder do Syriza Alexis Tsipras classificou o dia desta votação como "histórico" e declarou que "o futuro já começou" para os gregos.

A possibilidade de eleições já tinha feito os juros da dívida grega disparar. A bolsa de Atenas desceu depois de ser conhecido o resultado da votação.