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Internacional

Dezenas de detidos após novos protestos em Hong Kong

Durante um novo protesto pró-democracia, 37 manifestantes foram detidos pela polícia de Hong Kong, depois de bloquearem estradas. 

A polícia de Hong Kong deteve 37 ativistas que, durante a madrugada desta quinta-feira, e na sexta-feira, bloquearam ruas com contentores do lixo como forma de protesto para exigir eleições democráticas. O protesto, que contou com pouco mais de 300 pessoas, acabou em confrontos entre a polícia e os manifestantes, depois de centenas de polícias tentarem desimpedir as ruas ocupadas pelos ativistas. Entre os detidos estão pessoas com idades entre os 13 e os 76 anos, acusadas de crimes como perturbação da ordem pública e vandalismo, declarou hoje a polícia, segundo o jornal "The Guardian".

Estes foram os confrontos mais intensos depois de terem sido desmantelados os acampamentos no centro da cidade, há cerca de três semanas, após mais de dois meses de ocupação. Desde então, o distrito de Monh Kok tem sido fortemente vigiado pelas forças de segurança devido às concentrações das últimas semanas. 

Um comunicado emitido pela polícia declara que as autoridades "respeitam a liberdade de expressão e de reunião dos cidadãos", mas adverte que os manifestantes "devem abster-se de realizar reuniões públicas por meio de ocupação da praça pública", segundo o "Guardian".  

A página de Facebook de um grupo pró-democracia, intitulado "Hong Kong Shield", declarou que durante as duas noites de protesto os manifestantes cantaram canções com teor político, enquanto seguravam os guarda-chuvas que se tornaram um símbolo do movimento. O grupo é liderado em parte por Denise Ho, uma cantora famosa em Hong Kong, que foi presa este mês durante uma intervenção policial no principal local de protesto. 

No auge das manifestações, mais de 100 mil pessoas saíram às ruas exigindo sufrágio universal para as eleições de 2017. O Governo chinês, responsável por definir o futuro democrático da cidade, decidiu, dia 31 de agosto, dar aos cidadãos de Hong Kong o seu direito de votar diretamente no chefe de Governo, limitando, contudo, o número e a variedade de candidatos. Da comissão faziam parte 1.200 membros com orientações do Partido Comunista, o que desencadeou a onda de protestos pró-democracia.