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Destroços do avião devem estar espalhados por 4 hectares

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FOTO Patrick Aventurier/Getty Images

Os dificéis acessos ao local do acidente do avião da Germanwings, nos Alpes franceses, são agravados pelas condições climatéricas adversas. Com os hotéis da região praticamente lotados, os habitantes de Seyne-les-Alpes estão a oferecer as suas casas para acolherem os familiares das vítimas, que devem começar a chegar na quarta-feira de manhã à aldeia francesa.

Susana Frexes com Liliana Coelho

É num ambiente de grande consternação que vive nesta altura a aldeia francesa de Seyne-les-Alpes, após ter acordado esta manhã com a notícia da queda de um avião da companhia Germanwings com 150 pessoas a bordo. Com cerca de 1500 habitantes, a pequena aldeia da região dos Alpes franceses tem a maioria dos hotéis lotados, pelo que a população está a oferecer as suas casas para acolher os familiares das vítimas.

"Como não há muitos hotéis na região e os poucos que existem estão quase lotados há habitantes que estão a disponibilizar as suas habitações para receberem familiares das vítimas do acidente", disse ao Expresso Francis Hermitte, presidente da Junta de Seyne-les-Alpes.

Está previsto que os familiares das vítimas comecem a chegar à região na quarta-feira de manhã, enquanto os chefes de Estado - François Hollande, Angela Merkel e Mariano Rajoy - deverão deslocar-se ao local do acidente na parte da tarde.

Segundo Frederik Petit-Jean, médico responsável de uma equipa de bombeiros que fez parte da primeira equipa de resgate que chegou ao local, a primeira perceção foi que os destroços estavam espalhados por 2 hectares, mas afinal a análise das primeiras imagens aéreas parecem evidenciar que se trata de uma extensão superior de 4 hectares.

"Sem neve já é perigoso aceder ao local, imaginem com neve e chuva", sublinhou o responsável, acrescentando que amanhã estarão no terreno socorristas de prevenção para ajudarem as equipas de bombeiros e polícias no local, que terão o trabalho dificultado devido às condições climatéricas adversas.

O médico disse que percebeu logo na altura em que sobrevoou o local com a primeira equipa de resgate que era impossível haver sobreviventes. "Estamos em processo de investigação, amanhã vão ser analisadas as fotografias do local, mas sabe-se já que  a recuperação dos corpos será muito difícil face ao seu estado", realçou Frederik Petit-Jean num tom emocionado.

O responsável explicou ainda que o ginásio do centro da juventude da aldeia será utilizado como capela mortuária para receberem os corpos das vítimas à medida que vão sendo recuperados, antes de serem transportados para Marselha para se proceder à respetiva identificação.

O avião da Germanwings, que partiu esta manhã de Barcelona com destino a Düsseldorf, desceu de altitude durante oito minutos antes de se despenhar próximo da localidade de Barcelonnette, na região de Digne-les-Bains, nos Alpes franceses, com 144 passageiros e seis tripulante a bordo.

Entre as vítimas encontram-se 67 alemães, 45 espanhóis, 2 australianos, 2 colombianos, um belga e 33 de nacionalidade desconhecida.