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Desaparecido avião das linhas aéreas de Moçambique

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O voo TM 470 devia ter aterrado em Luanda às 14h10. O avião terá feito "aterragem de emergência ou despenhou-se" entre a Namíbia e o Botsuana, diz o governo moçambicano.

Manuela Goucha Soares e Raquel Pinto

Um comunicado da LAM - Linhas Aéreas de Moçambique informa que "o voo TM 470 que partiu do Aeroporto Internacional de Maputo às 11h26, com destino a Luanda,  tinha a sua aterragem prevista para as 14h10 locais (13h10 em Lisboa). Seguem a bordo 28 passageiros e 6 tripulantes".

O avião não aterrou em Luanda e poderá ter caído: "as autoridades aeronáuticas angolanas localizaram uma aeronave despenhada em território angolano. Presume-se que possa ser a aeronave da LAM", escreve o jornal moçambicano CanalMoz, na sua página do Facebook.

O voo TM 470 "desapareceu dos radares", diz o CanalMoz, adiantando que "em Luanda e Maputo, as autoridades aeronáuticas estão a guardar sigilo sobre esta matéria. O voo entre as capitais de Moçambique e Angola dura normalmente quatro horas. Desde as 17h as autoridades aeronáuticas estão à procura do avião em Luanda".



O avião é "um Embraer 190, com matrícula C9-EMC", segundo informações do Canalmoz.

A LAM, por seu lado, informa em comunicado que as informações que obteve até agora "dão indicação da aeronave ter aterrado em Rundo, norte da Namíbia, fronteira com Botswana e Angola". As "autoridades aeronáutica e aeroportuária estão empenhados em estabelecer contactos com vista a confirmação" desta informação.

Já durante a noite, a administradora-delegada da LAM, Marlene Manave, adiantou que a companhia aérea ainda "não tem informação sobre o paradeiro do avião" e "a última comunicação com a tripulação do voo foi estabelecida às 13h30, sendo que "chove intensamente na região onde o avião desapareceu", noticia o CanalMoz.

Mais tarde, o governo moçambicano deixou no ar duas hipóteses. "Obtivemos a informação que o avião ou terá feito uma aterragem forçada ou ter-se-á despenhado numa área florestal da região fronteiriça entre a Namíbia e o Botsuana", disse em conferência de imprensa Gabriel Muthisse, ministro dos Transportes e Comunicações, citado pela rádio Renascença.

De acordo com o governante, especialistas aeronáuticos moçambicanos já se juntaram às autoridades da Namíbia para esclarecerem as "circunstâncias e detalhes do incidente". Porém, "a falta de uma informação definitiva deve-se ao facto de a região estar a ser fustigada por trovoadas e chuvas torrenciais". 

Até ao momento, desconhece-se se há portugueses entre os desaparecidos. A LAM não divulgou a lista de passageiros nem as suas identidades, mas o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário admitiu à Lusa essa probalibilidade, embora não possuam "informação segura" nesse sentido.

(notícia atualizada às 00h25)