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Internacional

Coreia do Norte pode ter tido ajuda externa no ataque à Sony

As grandes cadeias de cinema dos EUA recusaram-se a exibir o filme

ERIK S. LESSER/EPA

Investigadores norte-americanos acreditam que a Coreia do Norte pode ter contratado "hackers" externos ao país para auxiliar o ciberataque à Sony Pictures, declarou esta segunda-feira uma autoridade próxima da investigação. 

Os Estados Unidos creem que a Coreia do Norte não possui os conhecimentos nem as aptidões necessários para realizar um ataque de tão grandes dimensões como o que sofreu a Sony, pelo que colocam a possibilidade de o Governo de Pyongyang, capital do país, ter contratado auxílio cibernético, informou a Reuters.     

As declarações surgem no decurso das investigações ao caso do ataque cibernético que forçou a Sony Pictures a anular a estreia do filme "The Interview" ("Uma entrevista de loucos"), uma comédia satírica sobre uma conspiração fictícia da CIA para assassinar Kim Jong-un, o líder norte-coreano.

O ataque é já considerado o mais destrutivo contra uma empresa americana, uma vez que os "hackers" não só acederam aos dados como os roubaram e limparam os discos rígidos, e deixaram em baixo os servidores da empresa durante mais de uma semana. 

Enquanto as autoridades americanas continuam a investigar se houve mais envolvidos no ataque, o FBI continua a culpar Pyongyang pelo ciberataque, afirmando num comunicado à Reuters que "o Governo da Coreia do Norte é o responsável pelo roubo e destruição de dados na rede da Sony Pictures Entertainment".

Russos podem estar envolvidos 

O FBI fundamenta a sua convicção numa investigação aprofundada baseada em informações provenientes de diversas fontes, incluindo fontes do Departamento de Segurança Interna dos EUA, parceiros estrangeiros e do setor privado.

Apesar de a Coreia do Norte negar que está por trás do ataque, o os serviços secretos  norte-americanos insistem que "não há nenhuma informação credível que indique haver qualquer outro responsável por este incidente cibernético".

Por outro lado, alguns especialistas em segurança privada questionam-se sobre a responsabilidade total da Coreia do Norte. A empresa de consultoria global Taia realizou uma análise linguística das comunicações dos "hackers" e descobriu que havia grandes probabilidades de serem russos. Já a empresa de segurança cibernética Norse suspeita que alguém dentro da Sony possa ter ajudado a lançar o ataque.

Devido às ameaças dos "hackers", as grandes cadeias de cinema dos EUA recusaram-se a exibir o filme, o que levou a Sony a comercializar "A Entrevista" em salas de cinema independentes e a disponibilizar o filme online.