Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Coreia do Norte lança novos mísseis ao mar

  • 333

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, é acusado pela Coreia do Sul de supervisionar os testes de mísseis

EPA

Esta quinta-feira, a Coreia do Norte realizou novos testes. Os sete mísseis terra-ar caíram no mar do Japão, na costa este, acentuando o clima de tensão entre as duas Coreias. A ação ocorreu na véspera da conclusão de um dos exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e Coreia do Sul.

Foram sete "mísseis terra-ar" lançados ao mar do Japão pela Coreia do Norte, esta quinta-feira. O Exército Popular norte-coreano realizou os lançamentos entre as 18 e 19 h locais (9h/10h em Lisboa) a partir da província de Hamgyong do Sul, na costa oriental do país, no âmbito de uma operação supervisionada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-Un. A informação é avançada esta sexta-feira por uma fonte do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citada pela Reuters.

"Acreditamos que a Coreia do Norte realizou testes com diferentes tipos de 'mísseis terra-ar' e o seu maior alcance foi de 200 quilómetros", afirma a mesma fonte. "Esta atitude é mais uma demonstração de força por parte do Norte", acrescenta, realçando que as forças armadas da Coreia do Sul reforçaram "a sua atitude de defesa" e "vigiam atentamente" os movimentos do exército do norte.

A ação norte-coreana é realizada num contexto de tensão entre o Norte e o Sul e está a ser interpretada como uma nova reação do Norte aos exercícios militares conjuntos de Seul e Washington - denominados "Key Resolve" e "Foal Eagle" -, realizados com o intuito de melhorar as suas capacidades operacionais e de combate face à ameaça da Coreia do Norte. Iniciado no passado dia 2 de março no território sul-coreano, o "Key Resolve" terminou esta sexta-feira.

Recorde-se que já no início deste mês, com o início dos exercícios militares, a Coreia do Norte disparara dois mísseis para o mar, ameaçando os dois aliados e prometendo "ataques impiedosos". As duas Coreias continuam 'tecnicamente' em guerra, uma vez que o conflito de 1950-53 não terminou com um tratado de paz, apenas com a assinatura de um armistício.