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Internacional

Coreia do Norte compara Obama a um "macaco"

Só no dia de estreia, a 25 de dezembro, o filme arrecadou um milhão de dólares nos EUA

Marcus Ingram / Getty Images

O Governo da Coreia do Norte não poupou críticas ao Presidente dos EUA, comparando-o a um "macaco", "imprudente nas palavras e nas acções", por ter incitado a Sony a exibir o filme "The Interview", uma comédia na qual o líder norte-coreano é assassinado.

"Obama é sempre imprudente nas palavras e nas ações, como um macaco numa floresta tropical", afirmou este sábado a Comissão Nacional de Defesa norte-coreana, referindo-se ao facto de o Presidente dos Estados Unidos (EUA) ter encorajado a exibição do filme dos estúdios Sony Pictures ,"The Interview" ("Uma Entrevista de Loucos"), uma comédia na qual dois jornalistas são recrutados pela CIA para matar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

"Se os EUA continuarem a ser arrogantes, déspotas e a utilizar métodos de 'gangster', apesar dos repetidos avisos, deverão ter em mente que as suas acções políticas fracassadas vão levar golpes mortais inevitáveis", acrescentou o porta-voz da Comissão de Defesa norte-coreana, que apelida o filme de "desonesto e reaccionário". Para além disso, a Coreia do Norte acusa a Sony de atingir "a dignidade do supremo líder da Coreia do Norte" e "incentivar o terrorismo".

Após grandes cadeias de cinema terem recusado exibir o filme nas suas salas e a Sony ser alvo de vários ataques cibernéticos (com os hackers a colocar mensagens na internet a desaconselhar o filme e a recordar aos potenciais espectadores os ataques do 11 de Setembro de 2001), a Sony cancelou a sua estreia no dia de natal, prevista para três mil salas do país. Os ataques - que foram reivindicados pelo grupo de piratas informáticos GOP, mas que os EUA, após investigação do FBI, atribuem ao regime da Coreia do Norte - paralisaram o sistema informático da Sony e incluíram ainda a divulgação de cinco filmes dos estúdios, alguns por estrear, na internet. Para além disso, dados pessoais de 47 mil trabalhadores, documentos confidenciais e o argumento do próximo filme de James Bond foram divulgados.

A Sony acabaria por cancelar a estreia do filme, mas voltaria com a sua palavra atrás quando Barack Obama a acusou de estar a ceder às pressões norte-coreanas. Assim, no dia de natal, alguns cinemas independentes foram autorizados a exibir o filme. A estreia foi um sucesso, rendendo um milhão de dólares no dia 25, nos EUA.