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Coreia do Norte. Ativista lança balões com o filme "The Interview"

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D.R.

Uma ativista sul coreana enviou cópias do filme através da fronteira com a Coreia do Norte. Com este gesto quis inspirar os norte-coreanos a resistir à ditadura de Kim Jong Un. A sua iniciativa só foi conhecida esta quarta-feira, mas este já foi o quarto lançamento desde janeiro.

Foi no mínimo uma ideia original. Uma ativista sul coreana recorreu a balões para enviar para a Coreia do Norte milhares de cópias do filme "The Interview".

O filme, que conta a história de dois agentes da CIA que planeiam matar o líder norte-coreano, Kim Jong Un, foi proibido no país. Mas Lee Min-Bok, a ativista, quis quebrar as regras e, no sábado, enviou mais uma remessa de DVDs. A sua iniciativa só foi conhecida esta quarta-feira.

"Enviei milhares de cópias e cerca de um milhão de panfletos no sábado, na zona oeste da fronteira", disse Lee Min-Bok, à agência AFP. A ativista disse que não gostou particularmente do filme, mas que se sentiu motivada a inspirar os norte-coreanos a lutar contra o regime de Pyongyang.

A polémica à volta do filme rebentou no final do ano passado, quando a Coreia do Norte o considerou um ato de guerra por parte dos Estados Unidos.

Além dos DVDs, seguiram também nos balões notas de dólar e folhetos que criticam o regime de Kim Jon Un.

Desde janeiro, esta foi a quarta remessa de DVDs enviados para a Coreia do Norte. Lee Min-Bok garantiu que vai continuar a enviar mensagens.

A Coreia do Norte mostrou desagrado em relação a estas ações e exigiu que o Governo de Seul proiba o envio de mais balões. A Sul, estas iniciativas foram proibidas, por temer-se um agravamento das relações entre os dois países que coloque em risco as pessoas que moram perto da fronteira.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1953 terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz.