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Cordas, macas, machados, tendas, dinheiro, comida e medicamentos. Pelo Nepal

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FOTO EPA

O mundo uniu-se para ajudar o Nepal, onde a terra se abriu. Balanço atualizado: mais de 4.000 mortos, 6.500 feridos, 100 mil sem casa.

As ajudas monetárias, materiais e humanas começam a chegar a Katmandu, vinda de vários cantos do mundo. Debaixo do chapéu da União Europeia, Portugal e os demais Estados-membros vão fazer chegar três milhões de euros. No terreno já estão diversas equipas de busca e salvamento europeias a trabalhar. Adicionalmente, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Grécia, Holanda, Polónia e Suécia preparam-se para mandar mais meios humanos.

A título individual, Itália oferece ainda mais 300 mil euros, canalizados através da Cruz Vermelha, bem como a Noruega, que disponibilizou 3,5 milhões de euros. "É importante ter uma visão geral das necessidades para enviar todos os esforços o mais rapidamente e eficientemente possível. Os fundos vão ser canalizados pela Nações Unidas e organizações não-governamentais", disse Boerge Brende, ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, citado pelo jornal "The Telegraph".

À semelhança da ajuda da União Europeia, aterra também esta segunda-feira em Katmandu um helicóptero britânico carregado com 11 toneladas de bens essenciais: machados, cordas, câmaras de busca, macas, medicamentos e tendas. A bordo seguem também médicos, sete equipas de busca e salvamento e quatro equipas de cães farejadores.

"Estamos a enviar especialistas altamente treinados em buscas e salvamento e em medicina traumática para tirar as vítimas dos escombros e salvar vidas. São homens e mulheres corajosos que vão fazer um trabalho crucial, salvar vidas em nome do Reino Unido", disse Justine Greening, secretária para o Desenvolvimento Internacional, citada pelo mesmo jornal. Garantiu ainda que o país está a fazer "todos os possíveis" para dar assistência ao Nepal. Vão ainda a caminho do Nepal cinco funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Cruz Vermelha britânica, os Médicos Sem Fronteiras e a Ação Mapa (instituição de caridade mapeamento desastre internacional).

Durante esta segunda-feira de tarde, começam também a levantar voo, com destino a Katmandu, capital nepalesa, aviões da Força Aérea britânica. O Reino Unido providenciou ainda um pacote de ajuda monetária de cinco milhões de libras (cerca de oito milhões de euros).

EUA, Índia e até o Butão estão a ajudar

Dos Estados Unidos estão a chegar equipas de assistência e resposta a desastres naturais e de busca e salvamento urbano. Cerca de 70 pessoas e 45 toneladas de bens materiais vão aterrar no no Nepal. A nível financeiro, os norte-americanos oferecerem, para já, um milhão de dólares (920 mil dólares). 

Também a Malásia, Singapura, Japão e Emirados Árabes Unidos estão a enviar equipas de salvamento, enquanto o Sri Lanka disponibilizou militares e a Austrália ofereceu 3,5 milhões de euros. 

Israel e Paquistão também já mostraram o seu apoio. De Jerusalém seguem 260 pessoas e dois aviões com 95 toneladas de equipamentos médicos e humanitários, enquanto de Islamabade serão enviados quatro meios aéreos, 30 camas de campanha, 2000 refeições, água engarrafada, 200 tendas, 600 cobertores e medicamentos. 

Mais 62 pessoas para integrar as equipas de busca e salvamento e outros três milhões de euros vão chegar ao Nepal como uma oferta chinesa. "A China está disposta a oferecer toda a ajuda necessária para prestar a assistência perante o desastre do Nepal", fez saber em comunicado o Presidente Xi Jin. 

Até o pequeno reino do Butão (que se localiza no extremo leste dos Himalaias e faz fronteira com o Nepal) se fez representar com a visita do primeiro-ministro Tshering Tobgay, que entregou pessoalmente mais de 92 mil euros de ajuda, além de 53 voluntários que esta tarde se juntarão aos demais meios humanos já envolvidos nos trabalhos. 

O primeiro a chegar

Logo quatro horas depois do terramoto se ter sentido no Nepal, a Índia, onde também se sentiu a terra tremer, enviou meios humanos e bens. Até agora, a ajuda envolve 258 pessoas (incluindo médicos e militares), 16 aviões, seis helicópteros, 10 toneladas de cobertores, 50 toneladas de água, 22 toneladas de alimentos e duas toneladas de medicamentos. 

Também a Organização Mundial de Saúde disponibilizou kits sanitários, que serão suficientes para prestar assistência a 40 mil pessoas, nos hospitais e centros de saúde do país. 

A prioridade das equipas de busca, neste momento, é resgatar pessoas com vida nas zonas do país que têm estado "desligadas" do mundo, como a cidade de Pokhara, nomeadamente localidades perdidas nas regiões montanhosas. Será de prever que o número de vítimas mortais continue a aumentar nas próximas horas, principalmente quando as autoridades conseguirem contactar com áreas isoladas do país.