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Começou a volta ao mundo em cinco meses

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Dá pelo nome de Solar Impulse 2 e é o primeiro avião movido a energia solar. Ao amanhecer desta segunda-feira, levantou voo em Abu Dhabi, para iniciar uma viagem histórica.

O avião Solar Impulse 2, desenvolvido para não usar combustível fóssil, levantou voo às 7h12 (4h12 em Lisboa) desta segunda-feira, na pista do aeroporto de Al Bateen, capital dos Emirados Árabes Unidos, para a sua muito aguardada volta ao mundo. A descolagem estava inicialmente prevista para sábado, mas foi atrasada devido à ocorrência de ventos fortes na região de lançamento.

Pilotado inicialmente pelo suíço Andre Borschberg, o aparelho partiu a uma velocidade de 20 nós (cerca de 36 km/h), iniciando assim a primeira etapa da sua longa viagem, para jà rumo a Mascate, capital de Omã, onde deverá chegar ao fim desta segunda-feira.

O programa da iniciativa estima que sejam gastas cerca de 500 horas a percorrer os 35 mil quilómetros desta aventura, projetada para terminar em julho, também em Abu Dhabi. No total, o aparelho só estará 25 dias no ar, dedicando os restantes 80% da jornada a promover, no terreno, a necessidade de uma maior utilização de fontes de energia limpa. Recorde-se que o Solar Impulsec não emite um grama que seja de dióxido de carbono, elemento que comprovadamente está associado às alterações climáticas cada vez mais evidentes no planeta.

O Solar Impulse 2 levanta voo no aeroporto Al Bateen, em Abu Dhabi. O avião irá realizar uma viagem à volta do mundo e regressar novamente à capital dos Emirados Árabes Unidos

O Solar Impulse 2 levanta voo no aeroporto Al Bateen, em Abu Dhabi. O avião irá realizar uma viagem à volta do mundo e regressar novamente à capital dos Emirados Árabes Unidos

ALI HAIDER / EPA

O avião consegue voar sem parar durante a noite, devido à energia armazenada durante o dia nas suas baterias de lítio, e fará apenas 12 escalas técnicas. Como só tem lugar para um piloto, Borschberg e o seu compatriota Bertrand Piccard irão trocar de lugar entre cada etapa.

Os pilotos irão realizar, por norma, voos de cerca de 20 horas, a uma velocidade lenta para poupar energia. Mas as travessias do Pacífico e do Atlântico, ininterruptas, vão durar vários dias.

Depois da aterragem em Mascate, ao fim do dia desta segunda-feira, seguem-se Ahmedabad e Varanasi, na Índia, e Mandalay, no Myanmar. O destino seguinte será a China, com paragens em Chongqing e Nanjing, onde o Solar Impulse ficará um mês a promover o seu projeto. De seguida, o avião escalará o Havai, antes da primeira longa travessia do Pacífico e chegada a Phoenix, na costa oeste dos Estados Unidos.

Segue-se a paragem no aeroporto JFK, em Nova Iorque, e dependendo das condições climatéricas, e antes da travessia do Atlântico, decidir-se-á nesse momento onde será feita a escala europeia/africana. Há três opções sobre a mesa: Espanha, França e Marrocos. Feita a opção, desse local partirá a derradeira ligação, de volta a Abu Dhabi, pelo Mediterrâneo.

[Notícia atualizada às 14h05]