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Colômbia suspende bombardeamentos às FARC

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Continuação da medida depende da avaliação a ser feita no final do mês de suspensão dos bombardeamentos

Efrain Herrera /EPA

O Presidente colombiano anunciou a medida, temporária, como uma resposta à trégua unilateral decidida pela guerrilha, representando também mais um avanço para a concretização do processo de paz no país.

O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou esta terça-feira a suspensão por um mês dos bombardeamentos contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), principal guerrilha do país, uma medida defendida como mais um avanço para a concretização do processo de paz em curso.

"Para promover o fim do conflito, decidi ordenar ao ministro da Defesa e aos comandantes das Forças Armadas que suspendam os bombardeamentos contra os acampamentos das FARC durante um mês", anunciou o Presidente numa mensagem ao país.

Juan Manuel Santos afirmou que a decisão de suspender temporariamente os ataques aéreos responde à trégua unilateral decretada em dezembro pela guerrilha.

"Em relação ao cessar-fogo unilateral e indefinido anunciado a 18 de dezembro, é preciso reconhecer que está a ser cumprido", disse o Presidente.

De acordo com o que ficou decidido, os comandantes militares farão uma avaliação no final deste mês para decidirem se mantêm a suspensão dos bombardeamentos.

O Presidente frisou, no entanto, que a decisão "em nada afeta as operações contra o Exército de Libertação Nacional (ELN)", a segunda principal força de guerrilha. "Espero sinceramente que o ELN não perca o comboio da paz", acrescentou.

Fundadas em 1964, as FARC e o ELN contam atualmente com 8000 e 2500 combatentes, respetivamente, estando concentradas em zonas rurais.

Em 50 anos, o conflito armado colombiano já fez mais de 220 mil mortos.