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Coligação liderada pelos EUA ataca cidade iraquiana de Tikrit

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Combatentes xiitas disparam foguetes contra posições do Daesh, perto de Tikrit, no Iraque

Reuters

O Governo iraquiano pediu aos Estados Unidos que ajudem as forças iraquianas a reconquistar Tikrit aos jiadistas islâmicos. 

Os Estados Unidos aumentaram a sua ofensiva militar no Iraque e dão o primeiro passo para uma cooperação implícita com o Irão. Na noite de quarta-feira estenderam os ataques aéreos na região à cidade de Tikrit, controlada pelos jiadistas do autodenominado Estado Islâmico (Daesh).   

Os bombardeamentos aéreos da coligação surgem em resposta a um pedido do Governo de Bagdade, segundo informações avançadas pelo Pentágono. Um funcionário da Defesa norte-americana, que pediu anonimato, afirmou que aviões americanos e de nações aliadas atacaram uma dúzia de alvos na cidade do norte do Iraque, noticia a Reuters.    

As forças de segurança iraquianas iniciaram há três semanas uma ofensiva contra Tikrit sem que tenha sido solicitado o apoio aéreo das forças da coligação, que desde agosto bombardeiam posições dos extremistas islâmicos no Iraque.    

Após um primeiro avanço das tropas iraquianas, durante a última semana, na conquista daquela cidade aos jiadistas, as forças governamentais começaram a perder terreno, o que levou Bagdade a pedir ajuda aos EUA.    

Os norte-americanos fornecem apoio direto às forças de segurança iraquianas em Tikrit através de ataques aéreos, informação recolhida em voos de reconhecimento e assistência aos centros de comando iraquianos, revelou o Pentágono.   

Com a extensão dos bombardeamentos a Tikrit, os EUA passam a colaborar, ainda que implicitamente, com o Irão, que está envolvido na operação de combate ao Daesh naquela cidade do norte do Iraque.

Desde 1980 que Washington e Teerão não mantêm relacões diplomáticas, embora o Pentágono tenha já considerado "positivo em termos militares" o apoio iraniano às forças iraquianas.

Tikrit, localizada 180 quilómetros a norte de Bagdade, é uma via privilegiada de acesso a Mossul, a segunda cidade mais povoada do Iraque, também ela controlada pelos militantes radicais. O Pentágono tinha já anunciado, em finais de fevereiro, que as forças iraquianas se preparam para iniciar a reconquista de Mossul, entre abril e maio deste ano.