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Coligação árabe reivindicou 1.200 ataques aéreos no Iémen em 17 dias

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EPA

O conflito no Iémen já fez pelo menos 600 mortos. A ONU diz que a situação se degrada "hora após hora" e pede "uma pausa humanitária". 

Raquel Albuquerque com agências

A coligação árabe liderada pela Arábia Saudita reivindicou 1.200 ataques aéreos contra os rebeldes houthis no Iémen em 17 dias, desde o início da intervenção, em 26 de março, segundo Ahmad Asiri, porta-voz da operação "Tempestade Decisiva".

O porta-voz afirmou que em média tem havido 70 ataques diários, com um máximo de 120 num único dia. Este sábado terão sido bombardeados quartéis nas províncias de Shabua, Sanaa e Al Dalea, e ainda o aquartelamento da brigada Al Amalga, em Saada, bastião das milícias rebeldes xiitas.  

Os combates no Iémen entre os rebeldes houthi e os grupos armados leais ao atual Presidente, apoiados por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, desenrolam-se há três semanas. Em mais um dia de conflito, as milícias que combatem os rebeldes dizem ter detido dois militares iranianos na cidade iemenita de Aden, acusando-os de estarem a apoiar os xiitas houthis

O Irão já negou estar a dar apoio militar aos rebeldes. No entanto, se for confirmada a ligação dos dois militares iranianos às milícias xiitas, a tensão poderá aumentar entre o Irão e a Arábia Saudita, que estão a competir pelo domínio da região. 

Segundo a Reuters, três fontes dizem que os dois militares iranianos - um capitão e um coronel - foram detidos em dois distritos diferentes. A investigação inicial aponta para que façam parte das forças militares iranianas. "Eles foram postos num local seguro", disse uma das fontes à Reuters, acrescentando que a intenção é entregá-los à coligação liderada pela Arábia Saudita. 

A situação degrada-se hora após hora"

As Nações Unidas dizem que o conflito já provocou pelo menos 600 mortos, 2.200 feridos e cerca de 100.000 desalojados. A ONU pediu na sexta-feira uma "pausa humanitária imediata" de pelo menos "algumas horas" diárias no Iémen, para encaminhar ajuda para o país. 

"A situação degrada-se hora após hora", disse em Genebra Johannes Van Der Klaauw, coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o país do Médio Oriente.  

Neste sábado, a Cruz Vermelha entregou na capital do Iémen o segundo carregamento de equipamento médico, com 32 toneladas de ajuda médica e mais de três toneladas de equipamento para purificar água, geradores elétricos e tendas, segundo a porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha Marie Claire Frghali.

O conflito no Iémen acentuou-se em fevereiro com a tomada da capital pelas milícias xiitas houthis e a consequente fuga do Presidente, Abd Rabbo Mansur Had.