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Internacional

Cinco suspeitos detidos pela morte do opositor de Putin

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O líder da oposição russa, Boris Nemtsov, foi morto a tiro a 27 de fevereiro, em Moscovo

Alexander Aksakov/Getty Images

Os cinco homens foram ouvidos, este domingo, num tribunal de Moscovo. 

São, afinal, cinco os suspeitos detidos por alegado envolvimento na morte do político da oposição russa, Boris Nemtsov, informaram os Serviços de Segurança russos (FSB) e o Conselho de Segurança da república da Ingushetia.

Os homens foram presentes a tribunal, este domingo, confirmou Vladimir Markin, membro do comité que investiga o caso. Markin escreveu no Twitter que foi pedida ao tribunal de Moscovo a confirmação "da prisão de cinco pessoas ligadas ao assassínio de Boris Nemtsov. As investigações prosseguem", assegurou. 

Na Rússia, os suspeitos de um crime ficam presos preventivamente até o tribunal decidir se prolonga, formalmente, a sua detenção. 

De acordo com o chefe do FSB, Aleksandr Bortnikov, as autoridades procederam à detenção de dois suspeitos, no sábado, identificados como Anzor Gubashev and Zaur Dadaev. Ambos os suspeitos são do norte do Cáucaso e estão implicados na organização e execução do assassínio de Nemtsov.

Ao final do dia de sábado, fonte do Conselho de Segurança da república da Ingushetia disse à agência de notícias Sputnik que outras duas pessoas tinham sido detidas pelas autoridades por envolvimento no caso.

Entretanto, surgiram detalhes sobre os dois primeiros suspeitos de implicação na morte do político russo: Dadaev teve, no passado, ligações ao Ministério do Interior tchetcheno e Gubashev trabalhava como segurança privado em Moscovo. Entre os outros dois detidos encontram-se o irmão mais novo de Gubashev e um homem suspeito de ser o condutor do veículo usado pelo assassino de Nemtsov para fugir do local do crime. Ainda nada se sabe sobre o quinto suspeito.

O crime ocorrido a 27 de fevereiro nas proximidades do Kremlin, em Moscovo, está a ser investigado por uma força conjunta que inclui a polícia, os serviços secretos e um comité de investigação.

Notícia atualizada às 14h35