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Cinco ataques terroristas evitados em França

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Primeiro-ministro francês, Manuel Valls, depois de uma reunião contra o racismo e antissemitismo

PHILIPPE WOJAZER/REUTERS

Depois do massacre na sede do "Charlie Hebdo", as autoridades francesas redobraram a segurança e os frutos estão à vista: cinco ataques terroristas evitados nos últimos meses. O último dos quais incluía um estudante e "uma ou duas igrejas". Manuel Valls já se manifestou: "A ameaça nunca esteve tão alta".

Nos últimos meses, as autoridades francesas evitaram cinco ataques terroristas. A informação é avançada pelo primeiro-ministro do país, Manuel Valls, um dia depois da polícia ter detido um jovem argelino que planeava atacar "uma ou duas igrejas".  

"A ameaça nunca esteve tão alta", declarou Valls, em entrevista à rádio France Inter. "Em toda a nossa história, nunca enfrentamos este tipo de terrorismo".   

O primeiro-ministro explicou que desde que a França redobrou a sua segurança - no seguimento dos sangrentos ataques à sede do satírico jornal "Charlie Hebdo" e ao supermercado judeu em janeiro deste ano -, foram descobertos 1547 cidadãos com ligações a "redes de terror". Deste número 442 acredita-se terem fugido para a Síria ou para o Iraque onde 97 já morreram e sete conduziram ataques suicidas.  

Os comentários de Manuel Valls seguiram-se à detenção de Sid Ahmed Ghlam, estudante argelino de 24 anos que planeava atacar igrejas na zona de Paris. "Muitos ataques foram evitados. Cinco, contando com o ataque que, felizmente, não aconteceu em Villejuif", disse Valls. 

A detenção de Ghlam deu-se este domingo, depois do jovem ter chamado uma ambulância ao seu apartamento no 13º distrito parisiense, por, acidentalmente, se ter alvejado numa perna. Como é normal em procedimentos deste género, os profissionais da saúde contactaram a polícia que encontrou armas e documentos em casa do estudante, onde se liam "claramente os planos da realização de um ataque, provavelmente, contra uma ou duas igrejas em Villejuif", declarou esta quarta-feira o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.  

Não se sabe ao certo se os planos de Ghlam incluíam cúmplices diretos, mas segundo Manuel Valls, as ligações com as redes islâmicas são certas: "Este tipo de pessoas não estão sozinhas, isso foi algo que aprendemos com os ataques em janeiro. Há redes, há aqueles que prestam apoio logístico".