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Ciclone Pam deixa rasto de destruição em Vanuatu. Pode ser o pior desastre no Pacífico

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FOTO EPA

Rajadas de vento chegaram aos 340 km/hora. A capital Port Vila foi fustigada. Há pelo menos oito mortos, segundo a "Reuters", mas a ONU está a confirmar relatos de 44 vítimas na província de Penama.

Raquel Pinto

Há pelo menos oito mortos, noticia a "Reuters", mas teme-se que o número seja bastante superior, depois do ciclone Pam ter atingido em força o arquipélago de Vanuatu, composta por 83 ilhas, no Pacífico Sul. As Nações Unidas já estão a confirmar dados não oficiais, mas relatados por organizações não governamentais, de que há 44 vítimas mortais na província de Penama, no nordeste. 

A tempestade, a pior dos últimos 12 anos, atingiu o pico de intensidade na sexta-feira à noite, com ventos em média entre 250 e 270 km/hora, tendo chegado a atingir rajadas de 340 km/hora. A capital Port Vila ficou arrasada. Habitam ali cerca de 40 mil pessoas, entre as 260 mil em todo o arquipélago. A Cruz Vermelha australiana fala num "desastre inacreditável", lê-se no twitter, e apela à solidariedade perante uma tragédia de "enorme impacto" humanitário".

"As pessoas vagueiam pelas ruas à procura de ajuda", relatou à "BBC" Tom Skirrow da "Save The Children", uma das maiores organizações não governamentais em prol das defesa dos direitos da criança.

A extensão dos danos ainda não é conhecida na totalidade mas a Unicef da Zona Zelândia antecipa que este poderá ser um dos piores desastres naturais da história do Pacífico. "Embora seja ainda muito cedo para afirmar com certeza, os primeiros relatórios estão a indicar que este desastre climático pode ser um dos piores da história do Pacífico", afirmou Vivien Maidaborn, diretora executiva da instituição, citada pela "AP"

Casas totalmente destruídas ou com danos consideráveis significará o deslocamento temporário de crianças e famílias. Garantir um abrigo é a prioridade da Unicef. As linhas de energia não funcionam e as comunicações estão limitadas, tendo sido atingidos também hospitais e edifícios governamentais. Outras das preocupações neste momento, adianta ainda Maidaborn, é o impacto da falta de energia no acesso a água "limpa e segura". Caso contrário, poderá ser um meio de propagação de doenças.

A fúria do ciclone também atingiu Kiribati e as Ilhas Salomão. A Unicef já está a trabalhar em coordenação com o serviços nacionais de gestão de desastres de Vanuatu, Fiji e Ilhas Salomão por forma a oferecer o apoio necessário à preparação e resposta a emergências, sobretudo no que diz respeito às áreas de água e saneamento e higien, bem como nutrição, saúde e educação.