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Chefe da polícia de Ferguson forçado a demitir-se devido a racismo

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Lucas Jackson/Reuters

A demissão surge em sequência de um avassalador relatório do Departamento de Justiça norte-americano que deu conta de racismo generalizado nas forças policiais e no tribunal municipal de Ferguson, Missouri, após de um adolescente negro desarmado ter sido morto por um polícia que não foi sequer indiciado pelo sucedido.

O chefe da polícia de Ferguson, Thomas Jackson, aceitou esta quarta-feira apresentar a sua demissão em sequência de um avassalador relatório do Departamento de Justiça norte americano, que deu conta de racismo generalizado nas forças policiais e no tribunal municipal.

O relatório fora divulgado no passado dia 4 e já dera lugar a diversas outros demissões nas duas instituições em causa da cidade do Estado do Missouri.

O Departamento de Justiça decidiu lançar uma investigação após um polícia ter morto um adolescente negro desarmado em agosto e o agente em causa não ter sido sequer alvo de qualquer acusação, num caso que deu lugar a grandes manifestações de protesto.

O procurador-geral, Eric Holder, declarou agora que o Departamento de Justiça vai efetuar uma profunda reforma na força policial, que poderá mesmo ser desmantelada.

"É com uma profunda tristeza que eu estou anunciar que abandono o meu cargo de chefe da polícia da cidade de Ferguson", afirmou Jackson, que estava à frente da força policial desde 2010 e que sairá com direito a uma indemnização e ao pagamento do seguro de saúde por um ano.