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Cem combatentes estrangeiros mortos pelo Estado Islâmico

MOHAMMED ABDUL AZIZ/AFP

Os jovens que participavam na Jihad tentaram fugir e pagaram com a própria vida.

O autoproclamado Estado Islâmico (EI) executou 100 estrangeiros que combatiam naquele grupo extremista por terem tentado fugir do quartel-general do EI na cidade síria de Raqqa, revelou o "Financial Times" este sábado.

Um ativista próximo do diário britânico, e que contesta quer o EI, quer o regime sírio do Presidente Bashar al-Assad, disse ter "comprovado 100 execuções" de combatentes estrangeiros. Outros testemunhos referem a criação de uma polícia militar para punir os combatentes estrangeiros que não se apresentarem ao serviço.

Dezenas de casas foram bombardeadas e muitos jiadistas detidos, escreveu o "FT". Muitos destes homens que rumaram à Síria com o sonho de combater ao lado do Estado Islâmico acabaram desiludidos com a realidade.

De acordo com a imprensa britânica em outubro, cinco britânicos, três franceses, dois alemães e dois belgas, que mostraram vontade de regressar a casa queixando-se de estar a combater outros grupos rebeldes e não o regime de Bashar al-Assad, foram presos pelo grupo jiadista.

No total, entre 30 a 50 britânicos querem regressar ao seu país de origem, mas temem ser detidos, explicaram especialistas de Centro Internacional para o Estudo da Radicalização do King`s College de Londres, que estiveram em contacto com um dos jiadistas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, também afirmou em outubro à rádio Renascença que "dois ou três [portugueses], sobretudo raparigas" que tinham integrado as fileiras do Estado Islâmico queriam regressar a Portugal. Fazem parte de cerca de "12 ou 15" cidadãos com nacionalidade portuguesa que foram para a Síria, disse ainda o MNE, salvaguardando no entanto que os números não são certos.