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Célula marroquina do Estado Islâmico tencionava decapitar militares

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Reuters

Dias depois do atentado na Tunísia, as autoridades marroquinas anunciaram ter desmantelado uma célula do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) que possuía pistolas e munições que tencionava usar para matar figuras públicas e militares em ataques em vários pontos do país.

Uma célula marroquina do Daesh foi desmantelada no domingo, segundo anunciaram as autoridades marroquinas, que indicaram que o grupo estava a planear matar figuras públicas e militares em vários pontos do país, entre os quais na cidade de Marraquexe.



"A célula tinha um perigoso plano terrorista e já estava a colocar em perigo a segurança do país", afirmou Abdelhaq Khyam, chefe do Gabinete Central para as Investigações Judiciais, em declarações citadas pela agência Reuters.



O grupo, que havia declarado lealdade ao Daesh, era formado por homens entre os 19 e os 37 anos detidos em operações que decorreram em Marraquexe e em outras cidades marroquinas, tendo sido apreendidas pistolas, munições, telemóveis e computadores.



"Nós soubemos que eles tinham dado a sua aliança ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a (Abu Bakr) Baghdadi ao ponto de chamarem à sua célula Wilaya (estado federado) do Estado Islâmico para o Grande Magreb (Marrocos)", referiu Khyam.



O plano incluía o ataque a forças militares marroquinas, para roubar armamento, e depois decapitar e queimar os militares, segundo refere a agência France Presse.

Armamento deverá ter vindo através de Melila

A maior parte das detenções ocorreram na cidade costeira de Agadir, na operação que ocorreu dias depois do atentado que fez 22 mortos num museu da Tunísia.



As autoridades marroquinas acreditam que o grupo obteve o armamento através do enclave espanhol de Melilla.



Marrocos tem colaborado com as forças de segurança espanholas para procurar desmantelar as redes existentes nos seus respetivos países. 



O grupo marroquino é também suspeito de ter recrutado pessoas para combater no Iraque e na Síria para o Daesh.



As autoridades têm indícios de que 1354 marroquinos terão se juntado ao Daesh para combater nesses dois países, 156 dos quais terão regressado depois a Marrocos.

Austrália impediu a saída do país de 200 pessoas suspeitas de quererem aderir ao Daesh

Entretanto, a Austrália anunciou que mais de 200 pessoas suspeitas de pretenderem aderir a grupos terroristas como o Daesh foram impedidas de sair do país desde agosto.



Entre esse grupo encontra-se um adolescente de 17 anos identificado há dias pelas forças de segurança no aeroporto de Sydney, segundo referiu o ministro da Imigração Peter Dutton.



O ministro afirmou que os australianos que estão a tentar juntar-se a grupos jiadistas são uma "ameaça crescente".



Outros dois adolescentes, dois irmãos de 16 e 17 anos, foram impedidos de abandonar o país pela mesma suspeita e entregues aos seus país.



Equipas especiais antiterroristas estão instaladas em oito aeroportos internacionais australianos.

O ministro australiano referiu que 85 mil pessoas já foram interrogadas por essas equipas desde agosto.



As autoridades calculam que cerca de 90 cidadãos australianos terão conseguido chegar ao Iraque e à Síria para combater com o Daesh, 20 dos quais terão entretanto morrido.