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Cameron promete casas mais baratas para 1,3 milhões de famílias

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"Estaremos de novo num cenário negro, voltando ao passado se os trabalhistas regressarem ao Governo", afirmou David Cameron

FOTO REUTERS

Primeiro-ministro britânico acusa o líder dos trabalhistas de só querer equilibrar as contas públicas do país. "Eu prometo uma liderança forte, um plano económico claro e um futuro mais brilhante para todas as famílias", declarou David Cameron.

Quando faltam pouco mais de três semanas para as eleições legislativas no Reino Unido - agendadas para 7 de maio - os candidatos anunciam promessas e trocam acusações, numa altura em que as sondagens não são claras.

Nesta terça-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, apresentou o manifesto do Partido Conservador, garantindo aos eleitores que o seu programa eleitoral se destina à "classe trabalhadora", que terá a oportunidade de ter um "futuro melhor" na próxima legislatura.

"No centro deste manifesto há uma simples proposta: somos o partido da classe trabalhadora, oferecemos segurança em todas as áreas da vida dos cidadãos. Boas ações e bom humor tornarão as comunidades britânicas mais fortes. Eu sou, acima de tudo, um patriota que amo o meu país com todo o meu coração. Prometo uma liderança forte, um plano económico claro e um futuro mais brilhante para todas as famílias", declarou David Cameron, em Swindon, no sudoeste de Inglaterra.



O governante não deixou também de dirigir críticas à oposição. "Não desperdicemos os últimos cinco anos. Estaremos de novo num cenário negro, voltando ao passado se os trabalhistas regressarem ao Governo. Eu não vim para a política apenas para equilibrar as contas", garantiu.

Programas eleitorais divulgados 

Entre as principais promessas dos conservadores está a possibilidade de mais de um milhão de famílias poderem adquirir casa própria a preços mais acessíveis, com pelo menos 20% de desconto para associações de proprietários - lembrando o plano da antiga primeira-ministra Margaret Thatcher em 1980 -, refere "The Guardian". A oferta de 30 horas de assistência a crianças de três ou quatro anos e a não subida de impostos são outras propostas em cima da mesa.

Ontem foi a vez de o líder dos trabalhistas, Ed Miliband, divulgar o programa eleitoral do partido. À semelhança dos conservadores prevê o não-aumento do IVA, das contribuições para a Segurança Social e dos impostos sobre os rendimentos mais altos, mas também o aumento do salário mínimo nacional para mais de oito libras por hora (cerca de €11) até 2019.

Ed Miliband prometeu reduzir o défice e equilibrar as contas públicas, antecipando um superavit em 2020. "É preciso responsabilidade fiscal. Garanto também que o défice será reduzido todos os dias", disse o líder trabalhista, que falou num "futuro melhor" para os britânicos, caso se rompam com as atuais políticas do país.

As últimas sondagens não têm indicado uma tendência clara: um inquérito divulgado pelo "Guardian" revelou que 39% das intenções de voto dizem respeito aos conservadores, contra 33% dos trabalhistas, enquanto outra pesquisa de opinião do Instituto YouGov dá empate entre os dois partidos, com David Cameron a arrecadar 34% das intenções de voto, apenas um ponto percentual acima do seu opositor, Ed Miliband.