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"Calmo e discreto". Eis o 'sucessor' de Yanis Varoufakis

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Euclid Tsakalotos é considerado muito próximo de Alexis Tsipras

CHARLES PLATIAU/ REUTERS

À semelhança do ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos é um académico brilhante, com obra publicada e formação no estrangeiro. Escolhido para substituir Varoufakis nas reuniões com os credores europeus, o governo grego espera que seja menos inflexível e conquiste maior simpatia.

Uma pessoa calma, discreta e que tem por hábito expresssar-se em tom suave, mesmo quando contrapõe argumentos. Estas podem ter sido as qualidades que levaram o primeiro-ministro grego a colocar Euclid Tsakalotos na frente das negociações com os credores europeus, retirando dos holofotes o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis.

Entendida como uma cedência da Grécia, a expectativa é que esta substituição inverta a inflexibilidade de que Varoufakis é acusado e promova um novo terreno para o entendimento.

Pode ser apenas uma questão de estilo. Em muitos aspetos, Tsakalotos - que é vice-ministro dos Negócios Estrangeiros - tem um percurso semelhante a Yanis Varoufakis, como académico de referência, ambos com lugares de destaque na Universidade de Atenas.

Nascido em Roterdão, Holanda, em 1960, Euclid Tsakalotos cresceu no Reino Unido. Formou-se em Oxford e Sussex em Economia, Política e Filosofia, tendo concluído o doutoramento também em Oxford, em 1989. Professor e investigador na Universidade de Kent, entre 1989 e 1994, lecionou depois na Universidade de Economia e Negócios de Atenas, até 2010, passando posteriormente a ensinar economia na Universidade de Atenas.

Autor de vários livros que abordam a situação económica da Grécia, é descrito como alguém muito próximo de Alexis Tsipras. Ao Parlamento grego chegou em maio de 2012, em representação do Syriza.

Como interlocutor frente aos representantes da Europa e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Euclid Tsakalotos tem nas mãos uma missão difícil, partindo para as negociações com a Grécia encostada à parede, sem registo de qualquer avanço durante as últimas semanas, apesar da reunião do Eurogrupo.