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Internacional

Boko Haram rapta mais 506 mulheres e crianças

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Soldados do Exército nigeriano distribuem cobertores e comida a residentes na cidade de Damasak, depois desta ter deixado de estar sob controlo do Boko Haram

Joe Penney/Reuters

É mais um eco sinistro daquilo que o grupo islamista fez o ano passado, quando levou 300 meninas de uma escola na Nigéria.

Luís M. Faria

Jornalista

À medida que o exército nigeriano prossegue o seu avanço contra o Boko Haram, vão-se acumulando os horrores. Agora surge notícia de mais um deles, ocorrido em Damasak. Quando o grupo extremista foi obrigado a deixar a cidade do norte da Nigéria, levou consigo 506 mulheres e crianças, assim repetindo o que tem feito noutros lugares.



O caso mais famoso aconteceu no ano passado em Chibok, onde 300 estudantes de um liceu foram raptadas no dormitório. Ainda hoje 276 delas permanecem desaparecidas, temendo-se que tenham sido entregues a militantes e outros homens para serem suas mulheres.

O mesmo destino estará reservado àquelas crianças agora levadas que forem do sexo feminino. Quanto aos rapazes, se forem muito novos irão para madrassas (escolas islâmicas), mas caso tenham mais de 16 anos serão recrutados à força como soldados. O Boko Haram rejeita a educação ocidental, que considera incompatível com o Islão.



O Presidente Goodluck Jonathan garante que não levará mais de um mês a derrotar definitivamente o grupo. Mas essa promessa otimista, feita em plena campanha eleitoral, não é levada a sério por toda a gente. Entretanto, Damasak fica como um símbolo de atrocidade. Já há dias tinham sido lá descobertos setenta cadáveres debaixo de uma ponte, aparentemente executados pelo Boko Haram antes de fugir.