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Boko Haram. Quase 700 reféns foram libertados em menos de uma semana

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AFP / Getty

Só esta quinta-feira, 234 mulheres e crianças foram resgatadas pelo Exército nigeriano na floresta de Sambisa. Militares confirmam que a missão de resgate e destruição das instalações do movimento terrorista continua.

Em menos de uma semana, quase 700 reféns foram libertados pelo exército nigeriano das mãos do Boko Haram. Só na passada quinta-feira, 234 mulheres e crianças, que estariam retidas pelo movimento terrorista nas localidades de Kawuri e Konduga, na floresta de Sambisa (um dos locais de base dos radicais, no nordeste da Nigéria), foram libertadas.  

"Foram evacuadas e conduzidas com outros reféns para um local onde se realizam as identificações", anunciou na noite de sexta-feira, em comunicado, o Estado-Maior das Forças Armadas, que sublinha que os combates e as tentativas de resgate continuam na região. "A invasão à floresta continua a partir de várias frentes e os esforços estão concentrados no resgate dos reféns civis e na destruição dos acampamentos e instalações dos terroristas", afirmou um porta-voz do Exército à AFP, o coronel Sani Usman. 

As mulheres e crianças resgatadas esta quinta-feira irão juntar-se ao grupo que se encontra num centro de triagem, para ser identificado. "Os terroristas são conhecidos por usarem 'mulheres-bomba' nas ações terroristas, pelos que é necessário fazer investigações completas para determinar as identidades", confirmou a mesma fonte militar.  

Esta semana foram libertados muitos outros reféns: as Forças Armadas anunciaram, na passada quinta-feira, a libertação de 160 mulheres e crianças, depois de terça-feira terem sido resgatas 93 mulheres e 200 jovens.  

No entanto, ainda não há certezas se algumas das 276 estudantes sequestradas pelo movimento radical, a 14 de abril de 2014, no liceu de Chibok (a 100 quilómetros da floresta de Sambisa), se encontram entre as pessoas libertadas pelas autoridades nigerianas. Destas, sabe-se que cerca de 50 conseguiram fugir, mas 219 ainda se encontram nas mãos dos terroristas. Goodluck Jonathan, o Presidente cessante, foi acusado de pouco ter feito para libertar as raparigas raptadas e combater os militantes do grupo radical.  

Segundo a Amnistia Internacional, o Boko Haram sequestrou, desde o início do ano passado, pelo menos duas mil mulheres e crianças no norte da Nigéria, forçadas a trabalhos forçados, à escravidão sexual e a combaterem em nome do grupo radical. Desde 2009 que a insurreição do grupo radical e a sua repressão pelas forças governamentais já fizeram de mais de 15 mil mortos, de acordo com dados das Nações Unidas.