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Barco com 300 migrantes a bordo pede socorro no Mediterrâneo

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Informação é avançada pela Organização Internacional para as Migrações, que fala na existência de vítimas mortais. É pelo menos o segundo naufrágio do dia com migrantes. Há falta de recursos para proceder às operações de salvamento.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou ter recebido uma chamada de emergência a reportar um novo naufrágio no Mediterrâneo, ao largo da costa italiana. Trata-de um barco com cerca de 300 migrantes a bordo, sendo que pelo menos 20 deles morreram, segundo a mesma fonte.

"A chamada dava conta de 300 pessoas neste barco que está a afundar. Há pelo menos 20 vítimas", anunciou Joel Millman, porta-voz da organização, citado pela "Sky News".

As operações de resgate deveriam iniciar-se em breve. No entanto, segundo fonte da OIM há falta de recursos disponíveis. "O fim de semana obrigou à utilização de muitos recursos. A guarda costeira deverá provavelmente redirecionar barcos comerciais para a área", disse Federico Soda, da OIM. 

Entretanto, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, garantiu que o país está a cooperar com as autoridades de Malta com vista a agilizar o processo de resgate. Este naufrágio acontece depois de outra embarcação - com cerca de 200 pessoas a bordo - ter afundado esta segunda-feira ao largo da ilha grega de Rodes, no sudoeste do mar Egeu, causando três mortos, incluindo uma criança.

No domingo, outro barco com cerca de 900 migrantes também naufragou a cerca de 70 milhas da costa da Líbia.

Esta segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estão reunidos no Luxemburgo para discutirem as respostas à crise na sequência destes naufrágios. "Nós temos o dever político e moral para execercer o nosso papel. O Mediterrâneo é o nosso mar e temos que atuar juntos enquanto europeus. É o nosso interesse e a nossa credibilidade. A União Europeia está construída sob a proteção dos Direitos Humanos e dignidade humana - precisamos de ser consistentes nisto", declarou  Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, citada pela BBC.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados (ACNUR) acusa as autoridades europeias de não estarem a fazer o suficiente para salvar as vidas de migrantes que tentam escapar dos conflitos em África e no Médio Oriente, e que morrem no Mediterrâneo quando tentam chegar à Europa.

 

[artigo atualizada às 14h01]