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Baltimore. Milhares protestam contra a violência policial

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Milhares manifestam-se nas ruas de várias cidades norte-americanas contra o excesso de violência policial

DAVID MCNEW/REUTERS

Depois de Baltimore, agora foi a vez dos habitantes de Nova Iorque, Boston e Washington se juntarem à onda de protestos nas ruas e exigirem o fim da brutalidade por parte das autoridades.

Dor, medo e revolta têm sido nos últimos dias as palavras de ordem em Baltimore, palco dos recentes incidentes ocorridos entre a população e as autoridades. O descontentamento tem sido visível ao longo de toda a Costa Leste dos EUA e foram várias as pessoas que saíram à rua, em protesto contra atos de violência e discriminação.

A morte de Freddie Gray, um jovem negro de 25 anos que faleceu após ter sido ferido enquanto estava sob custódia da polícia, originou uma onda de protestos que rapidamente se descentralizou e chegou a outros estados do país.

A população de Nova Iorque, Boston e Washington, juntou-se num gesto de solidariedade para com os habitantes de Baltimore e saiu à rua para mostrar o seu descontentamento.

"Sem justiça, não há paz! Sem racistas, não há paz!", entoavam negros e brancos, naquele que parece ser um crescente movimento para a mudança. Prova disso, foram os vários estudantes que se juntaram à manifestação que, embora pacífica, resultou na detenção de alguns indivíduos.

Recolher obrigatório mantém-se

"Estamos a protestar contra as injustiças que a polícia tem cometido, em particular, com jovens negros. Precisamos de parar com isso", afirmou, em declarações à AFP, Jonathan Brown, um estudante universitário de 19 anos, acrescentando que se não é possível resolver os conflitos sem recurso à violência, têm que ser encontradas outras alternativas. "Polícias assassinos, merecem ser presos" era uma das frases que se podia ler nos cartazes que inundaram a Union Square, em Manhattan.

Larry Hogan, governador de Maryland, afirmou que a situação em Baltimore está, aparentemente, a regressar à normalidade ainda que não seja de excluir algumas precauções.

"Ainda não estamos fora de perigo", advertiu, relembrando os manifestantes que devem respeitar a hora de recolher obrigatório. "Queremos ter a certeza que os indivíduos podem exercer os direitos da Constituição e expressar as suas preocupações", afirmou.

A morte de Freddie Gray é o mais recente exemplo da forma como as autoridades americanas discriminam os jovens negros. Já no ano passado, ocorreu uma situação semelhante quando, em agosto, um polícia matou a tiro um jovem negro nos subúrbios de Ferguson.