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Internacional

Avião da Jordânia abatido na Síria

A Jordânia é um dos países que participa nos ataques aéreos ao EI na Sìria

Yannis Behrakis/REUTERS

O auto-denominado "Estado Islâmico" diz ter abatido um avião da Força Aérea da Jordânia. 

Uma fonte militar da Jordânia confirmou esta quarta-feira a queda de um avião da Força Aérea, na região de Raqqa, no norte da Síria. Foi também confirmada a captura do piloto pelo Daesh (acrónimo do "Estado Islâmico" em árabe), segundo um comunicado lido na televisão estatal jordana, citado pelo jornal britânico The Guardian

"Durante uma missão militar realizada hoje de manhã, que envolveu vários aviões da Força Aérea da Jordânia, que tinha como alvo os esconderijos do Daesh na região de Raqqa, um dos aviões caiu e o piloto foi feito refém por aquela organização terrorista", disse fonte do Comando Geral das Forças Armadas jordanas.

Foi publicada uma fotografia, de autenticidade não confirmada, em que aparece o piloto jordano rodeado por 11 combatentes, alguns com a cara tapada. Outra fotografia mostra o piloto molhado, despido da cintura para baixo, a ser retirado de um lago e levado por três homens armados.

"A Jordânia considera que o grupo e seus apoiantes são responsáveis pela segurança do piloto e da sua vida", alerta o comunicado das forças armadas jordanas, citado pelo Guardian.

A confirmar-se a notícia é o primeiro avião perdido desde que a coligação começou os ataques aéreos contra o grupo terrorista, na Síria, há três meses. Os rebeldes terão usado um míssil terra-ar com detecção da fonte de calor do alvo por infra-vermelhos.

A coligação, liderada pelos Estados Unidos e integrando países ocidentais e do Golfo Pérsico, tem levado a cabo milhares de ataques aéreos desde 23 de setembro. A Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein e Emirados Árabes Unidos juntaram-se aos ataques contra o grupo extremista, sobretudo na Síria enquanto o Qatar disponibiliza apoio logístico, de acordo com a Reuters.