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Australiano engana-se a enviar mail. Consequência: revelou dados pessoais de líderes do G-20

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Foto de família do G-20 na cimeira de Brisbane, Austrália

Getty

As tecnologias da informação têm destes problemas. Quem é que já não reencaminhou um e-mail para alguém que não era suposto recebê-lo? Foi o que aconteceu a um funcionário do Departamento de Imigração da Austrália. Só que, desta feita, a mensagem em causa tinha os dados pessoais de 31 líderes mundiais.

Os nomes, datas de nascimento, número de passaporte, entre outros dados, de líderes mundiais como o Presidente norte-americano, Barack Obama, o russo, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, foram inadvertidamente enviados por um funcionário do Departamento de Imigração da Austrália para os organizadores da Taça da Ásia de futebol.

A história que vem esta segunda-feira no diário britânico "The Guardian" começou a 7 de novembro do ano passado. Foi nesse dia que um funcionário do dito departamento reencaminhou uma mensagem de correio eletrónico com informação sobre 31 líderes mundiais que haveriam de participar, a 15 e 16 de novembro, na cimeira do G-20 em Brisbane, capital do Estado australiano de Queensland.

A mensagem, que continha ainda informação sobre os vistos que permitiriam a todas estas personalidades da política mundial entrar e permanecer em território australiano, foi enviada para o e-mail de um dos organizadores da Taça da Ásia de futebol, que se disputou entre 9 e 31 de janeiro deste ano.

Líderes não foram avisados 

Sabe-se agora que o funcionário em causa tinha a funcionalidade de autopreenchimento do seu Microsoft Outlook ligada e não se apercebeu, quando estava a inserir os destinatários que, afinal, esta seria enviada para quem não deveria recebê-la.

Do outro lado da linha deram logo pelo erro, alertaram o emissor e apagaram a mensagem. Isto bastou para que o Departamento de Imigração não considerasse necessário avisar os líderes mundiais da violação dos seus dados pessoais.

Noutro e-mail enviado para o gabinete da comissária australiana para a privacidade o diretor do serviço de vistos do Departamento de Imigração explica porquê: "Dado que o risco de dispersão desta informação era muito baixo e as ações para limitá-la já tinha sido tomadas, considerei que não era necessário informá-los."

Que se saiba, é a segunda vez que o Departamento de Imigração faz uma asneira. Em fevereiro de 2014, contou também "The Guardian", publicaram no seu sítio um ficheiro com dados de dez mil pessoas, muitas das quais em busca de asilo.