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Atentado mata mais de 50 pessoas na Nigéria

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As tropas nigerianas e os seus aliados regionais tentam garantir a segurança do país a poucas semanas das eleições gerais

HENRY IKECHUKWU/EPA

Duas bombistas suicidas estiveram envolvidas em explosões na cidade-berço do Boko Haram, Maiduguri. 

Pelos menos 51 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, este sábado, em três explosões na cidade nigeriana de Maiduguri, segundo informações avançadas pela "Al-Jazeera".

Este foi o pior ataque naquela cidade desde que os combatentes do Boko Haram falharam a tentativa para controlar a cidade no final de janeiro.

Testemunhas referiram que duas das explosões aconteceram em mercados na cidade, e a terceira numa paragem de autocarros. Dois dos ataques terão sido praticados por duas mulheres bombistas suicidas.

Os ataques não foram reivindicados pelo grupo armado, mas não é a primeira vez que o Boko Haram usa bombistas suicidas nos seus ataques.

Maiduguri é a capital do estado de Borno, no norte da Nigéria, e a terra que viu nascer o grupo armado Boko Haram. Esta organização terrorista pretende transformar a cidade na capital de um Estado Islâmico na região.

Na semana passada, o Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, afirmou que a maré tinha "definitivamente mudado" na luta contra os radicais islâmicos, uma vez que as tropas governamentais e os aliados regionais estariam a conseguir recapturar território aos extremistas.

A insegurança parece continuar a atingir o país que dentro de três semanas realiza eleições presidenciais e para o Parlamento.

O sufrágio de 28 de março foi adiado algumas semanas, precisamente para permitir às tropas nigerianas neutralizar as ações terroristas do Boko Haram e proteger os cidadãos que desejem exercer o seu direito de voto.