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Internacional

Ataques aéreos fizeram 40 mortos em campo de desalojados no Iémen

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O Iémen tem estado a ser bombardeado pela Arábia Saudita desde quinta-geira

Yahya Arhab/EPA

"As pessoas no campo de Al Mazraq têm estado a viver em condições muito difíceis e agora sofreram as consequências de um ataque aéreo ao campo", indicou um responsável dos Médicos Sem Fronteiras no Iémen.

Um ataque aéreo que atingiu na segunda-feira Al Mazraq, um campo de desalojados no norte do Iémen, matou pelo menos 40 pessoas e fez 200 feridos, dezenas dos quais com gravidade, informaram trabalhadores envolvidos na ajuda humanitária, indicando que o ataque parece ter sido dirigido contra os rebeldes houthis, que desde setembro controlam a capital. 



A agência de notícias do Iémen, Saba, que também está controlada pelos houthis, informou que o campo de Haradh, próximo da fronteira com a Arábia Saudita, foi bombardeado por aviões sauditas e que entre os mortos se encontram mulheres e crianças, apresentando imagens dos corpos de cinco crianças caídos sobre um chão ensanguentado.



Um porta-voz militar saudita disse que ainda estão a procurar esclarecimentos sobre o sucedido.



O ministro dos Negócios Estrangeiros do Iémen acusara antes a artilharia dos houthis de ter causado a explosão.

Camião com milicianos huthi atingido à entrada do campo

Um trabalhador humanitário dissera que um camião com milicianos houthis foi atingido no portão do campo Mazraq, próximo de Haradh, matando residentes, guardas e guerrilheiros.

Os Médicos Sem Fronteiras informaram que pelo menos 34 feridos foram levados até ao hospital em Haradh e que outras 29 pessoas chegaram já sem vida.



"As pessoas no campo de Al Mazraq têm estado a viver sob condições muito difíceis e agora sofreram as consequências de um ataque aéreo ao campo", afirmou Pablo Marco, responsável operacional pela organização no Iémen.



A Arábia Saudita anunciou, na quinta-feira passada, ter iniciado bombardeamentos, conjuntamente com outros nove países muçulmanos sunitas, para fazer recuar os huthis e combatentes afetos ao ex-Presidente Ali Abdullah, que fora afastado em 2011, após 33 à frente dos destinos do país, na sequência de protestos populares.

Presidente continua na Arábia Saudita

O Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi partiu na semana passada para a Arábia Saudita, onde participou no fim de semana numa cimeira da Liga Árabe, não tendo regressado depois ao Iémen.



Entretanto, os mais de 500 cidadãos chineses que residiam no Iémen chegaram esta terça-feira ao Djibouti, na margem oposta do Golfo de Aden, transportados por navios da marinha devido à escalada no conflito armado, informou a agência Xinhua.



Outros países com significativas comunidades no território iemenita, como o Paquistão e a Índia, também ordenaram a retirada dos seus cidadãos.