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Ataque terrorista a universidade no Quénia faz pelo menos 70 mortos

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FOTO REUTERS

Cerca de 500 alunos foram feitos reféns. Ataque já foi reivindicado pelo grupo terrorista Al-Shabaab, com ligações à Al-Qaeda.

Um grupo de homens armados invadiu esta quinta-feira o campus da Universidade de Garissa, no leste do Quénia, fazendo reféns alunos - pelo menos 70 morreram e 79 ficaram feridos. Entretanto, outros 500 foram resgatados, segundo as autoridades

A autoria do atentado já foi assumida pelo grupo de radicais islâmicos Al-Shabaab, que tem ligações com a Al-Qaeda.



De acordo com a Reuters, o ataque começou às 10h00 locais (8h00 em Lisboa) no campus da Universidade de Garissa, que fica situada a cerca de 145 km da fronteira com a Somália.

Testemunhas relatam ter visto pelo menos cinco homens mascarados e armados a invadirem o espaço universitário - depois de terem abatido os seguranças que se encontravam á entrada do portão - tendo disparado indiscriminadamente contra alunos. A polícia queniana chegou rapidamente ao local, registando-se desde aí uma intensa troca de tiros com os terroristas.



"Nos dormitórios estão cerca de 800 alunos e trabalham no campus universitário cerca de 1000 funcionários num dia normal. Durante a noite estão destacados  quatro seguranças", afirmou Jackstone Kweyu, representante dos alunos, citado pela BBC.

As autoridades já alertaram que o número de vítimas poderá ser superior, uma vez que alguns feridos serão graves. Durante muito tempo desconhecia-setambém o número exato de reféns.

"Não podemos precisar quantas pessoas são mantidas como reféns até porque desconhecemos o número certo de pessoas que se encontravam na altura no campus universitário ", disse ao início da manhã fonte policial à CNN.

Pouco depois, a Cruz Vermelha declarava que pelo menos meia centena de estudantes tinham sido libertados, encontrando-se "bem".

Entretanto, o ministro do Interior queniano, Joseph Nkaissery, anuncioava que um dos terroristas foi abatido pelas autoridades quando tentava fugir do local.

Desde 2011, que o grupo Al-Shabaab tem perpetrado ataques recentes no Quénia, depois de o país ter enviado militares para ajudarem a combater os terroristas na Somália.



Esta semana, o Reino Unido e a Austrália já tinham alertado para o risco do Quénia ser palco de novos atentados.



O último ataque mais mortífero neste país africano aconteceu em setembro de 2013 num centro comercial em Nairobi, que causou a morte de 67 pessoas.

[Atualizada às 17h16]