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Internacional

Assad perde cidade estratégica na Síria

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FOTO REUTERS

Uma coligação de grupos armados sírios domina desde sábado Idlib, capital provincial do noroeste do país.

Idlib, capital da província síria homónima, passou para as mãos da oposição armada que combate o ditador Bashar al-Assad. Esta cidade do noroeste da Síria tem importância estratégica por controlar a estrada entre a capital, Damasco, e Alepo (cidade do norte disputada por governamentais e rebeldes).

Caiu nas mãos de uma força conjunta de vários grupos armados, liderada pela frente Al-Nusra, considerada próxima da Al-Qaeda. Os ataques começaram terça-feira passada e sábado a guarnição militar abandonou a cidade. É um revés importante para Assad, que tem sido obrigado a empenhar reservas (suas e do Hezbollah libanês que o apoia) junto a Damasco.

Observadores ficaram surpreendidos com a rapidez da queda da cidade (cinco dias) e com sinais de dissensões dentro das forças governamentais: em Idlib, menos de duas semanas antes de a cidade cair tinha havido combates entre milícias das Forças de Defesa Nacional, obrigando o governador da cidade a encerrar todas as comunicações.

Idlib é a segunda capital provincial síria a cair para os rebeldes. Desde o Verão que a fação mais extremista dos oposicionistas sírios, o Daesh (acrónimo árabe do Estado Islâmico), conquistou Raqqa, junto à fronteira com a província iraquiana de Anbar, da qual fez capital do seu autoproclamado califado.

A queda de Idlib pode ter consequências devastadoras para Assad. Juntamente com Hama e Homs forma a cintura defensiva do bastião litoral de Assad. Da solidez desta depende o abastecimento de toda a zona. Com a linha defensiva governamental enfraquecida pode ocorrer o isolamento das forças de Assad que dominam metade de Alepo, quando não um ataque ao porto de Latakia, o principal do país. Imediatamente a sul fica Tartus, base naval cedida por Assad à Rússia, que o tem apoiado neste conflito.